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Inflação oficial foi de 4,31% em 2019, acima dos 3,75% do ano anterior

A inflação oficial de 2019 foi de 4,31%, acima dos 3,75% de 2018. Em Porto Alegre, a inflação oficial foi de 4,08%. A taxa ficou acima do centro meta de 4,25%, mas dentro do limite de variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), ligado ao Banco Central. Ou seja, a inflação poderia ficar de 2,75% a 5,75%. O centro da meta é de 4% para 2020 e de 3,75% para 2021.

Os dados da inflação oficial do País, medidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foram divulgados nesta sexta-feira (10.jan.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). Os componentes alimentícios do índice registraram elevação de 6,84%, um salto diante do registrado no ano anterior, de 3,82%. Já os não alimentícios subiram 3,48%, um pouco acima dos 3,25% de 2018. No ano, a região metropolitana de Belém foi a que registrou maior variação (5,76%).

Na capital paraense, as carnes subiram 34,73% e causaram efeito de 2,07 p.p. no resultado geral do INPC local. O menor índice foi em Brasília (3,52%), onde os recuos dos preços do tomate (34,28%) e do item energia elétrica (2,79%) contribuíram para o resultado. Em dezembro, o indicador subiu 1,22%.

No mês anterior tinha variado 0,54%. Segundo o IBGE, o resultado é o maior para um mês de dezembro desde 2002, quando chegou a 2,70%. Já em dezembro de 2018, a taxa registrou elevação de 0,14%. A elevação nos produtos alimentícios, que passaram de 0,78% em novembro, para 3,66% em dezembro, provocaram impacto no indicador.

Situação diferente do grupo de não alimentícios, que caíram para 0,17%, enquanto, em novembro, a taxa havia sido de 0,44%. Nos indicadores regionais, por causa da queda do item energia elétrica (4,12%) e da alta menor nas carnes (7,59%), na comparação com as demais áreas de abrangência da pesquisa, o menor resultado foi no município de Rio Branco, com variação de 0,61%.

Ao contrário da região metropolitana de Belém, que teve o maior resultado (1,90%). Lá, de acordo com o IBGE, o efeito foi provocado, em grande medida, pela alta nos preços das carnes (14,45%). Para o cálculo do INPC do mês, foram comparados os preços coletados no período de 28 de novembro a 27 de dezembro de 2019 que é a referência com os preços vigentes no período de 29 de outubro a 27 de novembro de 2019, a base.

Calculado pelo IBGE desde 1979, o INPC se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos. O indicador é pesquisado em dez regiões metropolitanas do País, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. (Ag. BR)

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