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IBGE aponta que isolamento manteve 14,6 milhões de brasileiros afastados do trabalho

As medidas de isolamento social decretadas por Estados e municípios para tentar conter a disseminação do coronavírus deixaram 14,6 milhões de brasileiros afastados do trabalho, além de forçar outros 8,8 milhões a trabalharem de forma remota, de acordo com pesquisa do IBGE divulgada nesta terça-feira sobre o impacto da pandemia de Covid-19 sobre o mercado de trabalho do País. De acordo com o levantamento, 84,4 milhões de brasileiros estavam ocupados no mercado brasileiro na semana de 24 a 30 de maio, dos quais 23,4 milhões sofreram impacto direto em suas rotinas de trabalho, seja o afastamento das funções ou o chamado trabalho em “home office”.

Segundo o IBGE, na última semana de maio havia 10,9 milhões de pessoas desempregadas no País e 17,7 milhões de pessoas que estão fora da força de trabalho e que gostariam de trabalhar, mas que não procuram emprego, seja por causa da pandemia, seja por não haver uma ocupação na localidade em que moram. A demanda por um posto de trabalho no fim do mês de maio alcançou no total 28,6 milhões pessoas, segundo a pesquisa Pnad Covid do IBGE. Hoje temos um problema de emprego, e uma política de geração de emprego tem que estar mirando e olhando para essas 28,5 milhões de pessoas”, disse Cimar Azeredo, diretor do IBGE.

A Pnad Covid foi realizada pelo telefone e tem como objetivo avaliar os impactos da Covid-19 sobre o mercado de trabalho. O levantamento não é comparável com a Pnad Contínua, uma vez que a nova pesquisa acompanha os movimentos do mercado semanalmente, enquanto a pesquisa tradicional é um levantamento que trabalha com trimestres móveis.

A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua apontou que o desemprego voltou a aumentar no Brasil e chegou ao maior nível em um ano no trimestre encerrado em abril, com perdas recordes na ocupação, e o número de desempregados atingindo 12,8 milhões, diante das dispensas provocadas pelas medidas de restrição ao coronavírus. (Money Times)

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