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Hacker Chiclete é investigado por fraudes bancárias desde 2012

O histórico de crimes do hacker Thiago Eliezer Martins Santos, o Chiclete, é mais antigo do que se imaginava. O Ministério Público em Caxias do Sul desarquivou recentemente investigação sobre esquema de fraudes bancárias praticadas por invasão de celulares. À época, o programador tinha 23 anos.

Chiclete foi acusado de invadir a conta bancária de Antônio Valmor Laurindo, da qual teria roubado mais de R$ 7 mil. Ele transferiu para sua conta R$ 5.000,00 e usou R$ 2.298,00 para quitação de infrações de trânsito e taxa de licenciamento veicular, “tendo como beneficiários Márcio Brito Rezende e outros dois indivíduos suspeitos”.

Parado na Justiça desde 2016, o processo voltou a andar após a prisão de Chiclete no âmbito da Operação Spoofing, que investiga o roubo de mensagens dos celulares de integrantes da Lava Jato.

Em agosto passado, o juiz João Paulo Bernstein expediu carta precatória para ouvir o hacker-estelionatário. Foi feito contato com a Polícia Federal e marcada audiência para o dia 16 de dezembro.

Mas a folha corrida do hacker-estelionatário pode ser ainda maior. Há dois anos, a Polícia Civil do Distrito Federal desbaratou uma quadrilha especializada em furto e clonagem de veículos. Segundo as investigações da Operação Luxar, os criminosos alugavam carros de luxo, clonavam as placas e vendiam ou trocavam os automóveis por drogas.

Foram presos Márcio Brito Rezende e Matheus Hott. O primeiro também foi alvo de outra operação (Rent a Car) no ano passado. Coincidentemente, o dinheiro roubado por Chiclete da conta corrente de um empresário de Caxias do Sul, em 2012, foi usado para quitar débitos de um veículo Hillux em nome de Márcio Brito Rezende. Matheus Hott é grande amigo de Chiclete. Ele também está preso e tem várias passagens pela polícia, inclusive por posse de arma de fogo e suspeita de homicídio.

Thiago Eliezer Martins Santos também está sendo investigado pelo crime de roubo, mediante fraude bancária, por meio da invasão de celulares de um correntista em 2012. Quando for ouvido no dia 16 de dezembro, a Polícia Federal deveria questioná-lo sobre a referência que fez a um tal “Valtinho”, no depoimento que prestou à Polícia Civil em 2014.

Na ocasião, Chiclete alegou que os R$ 5 mil que saíram da conta de Antônio Valmor Laurindo – que denunciou o caso -, seriam provenientes “de uma negociação de um som automotivo e um notebook, marca Apple”. Ele diz que vendeu o som e o computador para um tal “Valtinho”, que conheceu na “Feira dos Importados” e seria “uma boa pessoa para fazer negócio”, segundo recomendação de outro colega. Seria Valtinho o também estelionatário Walter Delgatti Neto, o Vermelho?  (O Antagonista)

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