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Guerra na Lava Jato, Ministério Público Federal entra em ebulição na gestão do petista Augusto Aras

O clima entre os membros da Força-Tarefa da Lava Jato, que já não era bom, azedou de vez dentro do Ministério Público Federal após integrantes da Lava Jato no Paraná relatarem “desconforto” com a visita da subprocuradora-geral, Lindora Araújo nesta semana. Principal assessora do procurador-geral da República, Augusto Aras, ela é coordenadora do grupo dedicado aos casos da Lava Jato na Procuradoria Geral da República e solicitou acesso ao banco de dados de Curitiba. Houve reação dos integrantes da Força-Tarefa, que denunciaram à corregedoria do Ministério Público uma tentativa indevida de cópia do material.

O movimento em Curitiba e o relato dos procuradores lotados no Paraná, contribuíram para o pedido de demissão coletiva dos três procuradores que restavam em seu grupo da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República. Avisaram que deixaram seus postos na sexta-feira (27), Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas de Macedo e Victor Riccely. Horas depois, uma nota de apoio aos três foi divulgada com a assinatura conjunta dos membros das forças-tarefa da Lava Jato e da operação Greenfield. Integrantes da Lava Jato afirmam nos bastidores que há motivação política da cúpula da Procuradoria Geral da República na tentativa de acessar os bancos de dados.

O procurador Deltan Dallagnol foi peitado por Lindora em sua “visita” a Curitiba, que chegou a perguntar-lhe se o ex-juiz federal Sérgio Moro seria candidato a presidente da República, coisa que não tem nada a ver com as atividades oficiais. O ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um esquerdista que é o verdadeiro cérebro do grupo original da Operação Lava Jato, diz que o procurador geral Rodrigo Aras quer destruir a Lava Jato. Não é nada de se estranhar, e isto é óbvio, visto as históricas relações muito próximas de Augusto Aras com os petistas, especialmente os da Bahia.

Carlos Fernando dos Santos Lima criticou duramente a diligência da sub-procuradora Lindôra em Curitiba para recolher informações e dados da força-tarefa sem justificativa. Disse ele: “Isto só serve para intimidar as equipes de investigação”.
E avisou: “O que acontece no Ministério Público Federal é a destruição de todo um trabalho que vem desde a Constituição de 88. O Procurador Geral atenta contra a independência das investigações e intimida as equipes de investigação”.

Já o procurador Deltan Dallagnol afirmou neste domingo que os procuradores da Lava Jato “têm os mesmos direitos, deveres e proteções dos demais membros do Ministério Público para assegurar um trabalho independente”. A declaração do procurador ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República divulgar uma nota afirmando que a força-tarefa “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal”. O procurador da Lava Jato disse ainda lamentar “pelos fatos divulgados no fim da semana, que reportamos para a Corregedoria. O assunto agora deve ser analisado pelas instâncias competentes. Nosso trabalho é investigar, reunir provas, lutar pelo cumprimento da lei”. A Corregedoria do Ministério Público Federal vai analisar a acusação dos procuradores da Lava Jato em Curitiba de que a subprocuradora Lindôra Araújo praticou manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos das investigações informalmente e sem apresentar documentos ou justificativa.

Deltan Dallagnol afirmou neste domingo, no Twitter, que os procuradores da Lava Jato “têm os mesmos direitos, deveres e proteções dos demais membros do MP para assegurar um trabalho independente”. A declaração do procurador ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República divulgar uma nota afirmando que a força-tarefa “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal” e que não pode se tornar “instrumento de aparelhamento”. O procurador da Lava Jato disse ainda lamentar “pelos fatos divulgados no fim da semana, que reportamos para a Corregedoria. O assunto agora deve ser analisado pelas instâncias competentes”.

Como noticiamos, a Corregedoria do MPF vai analisar a acusação dos procuradores da Lava Jato em Curitiba de que a subprocuradora Lindôra Araújo — uma das auxiliares mais próximas de Augusto Aras, — praticou manobra ilegal para copiar bancos de dados sigilosos das investigações informalmente e sem apresentar documentos ou justificativa.

Para deixar claro que está disposto mesmo a liquidar com a Lava Jato e enfrentar os procuradores que conduziram as investigações até agora, desmobilizando todo o grupo de procuradores no País inteiro que se dedicam a tarefas de deslindamento das ações corruptas de políticos, empresários e outros, o procurador geral Augusto Aras, notório amigo histórico dos petistas, divulgou uma nota oficial na manhã deste domingo, deixando clara suas intenções: “A Lava Jato não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal, mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição. Para ser órgão legalmente atuante, seria preciso integrar a estrutura e organização institucional estabelecidas na Lei Complementar 75 de 1993. Fora disso, a atuação passa para a ilegalidade, porque clandestina, torna-se perigoso instrumento de aparelhamento, com riscos ao dever de impessoalidade, e, assim, alheia aos controles e fiscalizações inerentes ao Estado de Direito e à República, com seus sistemas de freios e contrapesos”. Essa nota mais parece o discurso de Gilmar Mendes, outro notório amigo recente do petismo, grande expedidor de habeas corpus para soltura de bandidos corruptos investigados.

A nota do Procurador Geral diz ainda que a saída dos três integrantes do grupo da Lava Jato na Procuradoria Geral da República não trará “qualquer prejuízo para as investigações” conduzidas em Brasília e que houve “redução natural dos trabalhos no grupo da Lava Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF”. Augusto Aras, o amigo dos petistas, nem se preocupa em enganar os brasileiros, e nem os brasileiros se enganam com a atuação dele.

O certo é que, em consequência do clima criado durante a semana, a subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, anunciou neste domingo a retirada de sua candidatura ao Conselho Superior da Procuradoria Geral da República. Uma das auxiliares mais próximas do notório amigo de petistas Augusto Aras, Lindôra concorreria na terça-feira a uma cadeira no órgão, que delibera sobre a gestão da instituição. Ela é uma gaúcha que estudou no Colégio Sevigné de Porto Alegre, uma instituição religiosa católica. Divulgou ela: “Colegas, em razão de inúmeras atividades que venho exercendo, resolvi retirar minha candidatura ao CSMPF pelo colégio de subprocuradores”, escreveu em mensagem enviada na rede interna.

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