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Governo federal anuncia retomada de mais 679 bolsas de pós-graduação

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nesta quinta-feira, 3, que vai retomar a oferta de 679 bolsas de pós graduação para programas com nota 4, em escala que vai de 1 a 7, na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A ideia, disse o ministro, é contemplar cursos de “regiões não-centrais”, como Estados amazônicos. As novas bolsas fazem parte do montante de 5.613 que não seriam renovadas, conforme anúncio feito no começo de setembro pelo governo.

No último dia 11, o governo já havia recuado e anunciado retomada de 3.182, bolsas, mas para programas com notas 5, 6 e 7. As bolsas liberadas agora serão ofertadas para programas nota 4 com tendência para serem enquadrados em faixas superiores. “A gente está selecionando alguns cursos com notas ‘quase 5’ para poder pulverizar um pouco a distribuição de bolsas. Serão ocupadas já agora”, disse Weintraub.

Segundo o ministro, a ideia é conceder bolsas “sempre com mérito”. “Mesmo sendo em Estado pobre, se o curso for muito ruim, não tem de ganhar bolsa. Isso é dinheiro do pagador de imposto que tem de voltar pra sociedade”, afirmou. Segundo Correia, a distribuição das bolsas renovadas será feita da seguinte forma: 1) mestrado – 271 bolsas, de R$ 1.500 mensais; 2) doutorado – 304 bolsas, de R$ 2.200 mensais; 3) pós-doutorado – 104 bolsas, R$ 4.100 mensais.

As bolsas anunciadas representam 40% do universo de auxílios concedidos para faixa 4, segundo a Capes. No total, a Capes oferece cerca de 200 mil bolsas, sendo 92 mil para pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) e mais de 100 mil para a educação básica, como auxílios de iniciação científica.

Weintraub voltou a defender que não há bolsas congeladas pelo governo. “No começo do ano foram canceladas, e não voltarão mais, as bolsas que reitores tinham livre arbítrio para dar a quem quiser sem prestar contas.

Essas bolsas todas acabaram”, disse. A Capes, na verdade, é uma tituladora de mão de obra para os concursos para admissão de professores nas universidades brasileiras, públicas e privadas. Gerar ciência, mesmo, que é bom, é muito pouco o resultado alcançado nesses programas. É um festival de copia e cola pago com montanhas de dinheiro público.

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