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Governo de Eduardo Leite e gestão de Claudio Coutinho Mendes espalham terror dentro do Banrisul

Nesta segunda-feira, 7 de outubro de 2019, foi aberta a temporada de terror dentro do Banrisul, com a decretação do início da temporada de altas represálias contra os funcionários por conta de uma ação trabalhista (entre dezenas de outras impetradas) vencida pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre no Tribunal Regional do Trabalho, envolvendo as 7ª e 8ª horas trabalhadas.

A famosa e execrável “sala do limbo”, no 12º andar do prédio central do Banrisul, na rua Caldas Junior, no centro da capital gaúcha, passou a ficar lotada com 20 funcionários chamados para receberem o “castigo”. São funcionários comissionados (pagamento de uma gratificação por exercício de tarefa extra), que estão sendo “descomissionados”.

Como os funcionários que perdem essa gratificação não podem permanecer no mesmo lugar em que estão trabalhando, então o primeiro lote desse rebanho de desgarrados foi chamado para ficar de castigo na “sala do limbo”, à espera de uma redesignação, até que sejam lotados em outro lugar. É muito provável que boa parte desses funcionários, por represália, seja empurrada para atividades em agências.

Essa prática nefanda da gestão do presidente carioca Claudio Coutinho Mendes, subordinado do governador tucano Eduardo Leite, com toda certeza, terá como consequência a instalação de novos processos contra o Banrisul – Banco do Estado do Rio Grande do Sul, que já está em grandes dificuldades financeiras.

Os processos envolvendo as 7ª e 8ª horas trabalhadas devem gerar um passivo trabalhista não inferior a 2 bilhões de reais. A primeira ação vencida até agora, em grande parte devido a descuido da administração de Claudio Coutinho Mendes, que perdeu prazo para apresentação de recurso na Justiça do Trabalho, beneficia cerca de 50 funcionários lotados na Unidade de Contabilidade. Há uma provisão no banco da ordem de 8 milhões de reais para pagamento dessas indenizações na apuração dos cálculos finais. Entretanto, já se sabe que o custo não sairá por menos de 25 milhões de reais apenas para essa unidade.

O prédio da administração central do Banrisul tem mais de 3.000 funcionários. O cálculo é de que cerca de 2.000 funcionários são comissionados. Daí a conclusão de que o passivo total neste tipo de ação trabalhista não será inferior a 2 bilhões de reais.

Os novos processos por assédio moral, pelo desprezível confinamento de funcionários na sala do castigo, o “limbo do RH”, no 12º andar, com toda certeza decretarão mais uma perda milionária para a administração do banco. É por essas e outras razões que investidores no mercado financeiro não quiseram saber das ações do Banrisul e o governo de Eduardo Leite foi obrigado a cancelar a operação.

O mais lastimável ainda é que o carioca Claudio Coutinho Mendes foi contratado a peso de outro, ganhando cerca de 100 mil reais por mês, fora benefícios e prêmios trimestrais, para apresentar como resultado de sua administração essa lastimável prática de execrações de funcionários.

Nota do Editor de Videversus – Eu, jornalista Vitor Vieira, editor de Videversus, conheço muito bem esta sala do “limbo”. Em maio de 2005, início do governo do aniquilador do futuro, o petista Olívio Dutra, fui “confinado” nessa sala por um mês inteiro. Trata-se de um recinto fechado, sem computador, sem televisão, sem telefones, onde os funcionários são mantidos durante toda a jornada de trabalho, só com sua mochila e uma garrafinha de água, com licença para se ausentar apenas para ir ao banheiro e para o horário de refeição.

Nenhuma tarefa é atribuída a esses funcionários em pleno castigo, represália, perseguição pura e simples. Fica um olhando para a cara do outro durante intermináveis seis horas. Eles permanecem na sala do castigo até que a administração decida a sua sorte.

No meu caso, o final foi a demissão do banco, por pura perseguição política, no caso, comandada por uma colega, Sheila Lisandra Nunes, um dos 13 membros do comitê de transição petista. Essa senhora trabalhava em mesa espelhada comigo, no Departamento de Organização e Métodos. Sorria pela frente, e apunhalava pelas costas. Ela é irmã da deputada federal Maria do Rosário. De funcionária do último nível de carreira, pulou para o topo da carreira funcional naquele período. Ela exigiu o meu envio para a “sala do limbo” ao chefe do departamento.

Durante esse período, também, enquanto sua irmã espetaculizava a CPI da Infância em audiência na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, junto com a senadora Patricia Saboya (ex-senhora Ciro Gomes), foram as duas acompanhar uma operação da polícia civil no 4ª Distrito, em Porto Alegre, onde tinham sido presos dois pedófilos em flagrante. Ao chegar lá, Maria do Rosário constatou que um dos presos era seu cunhado, o marido de sua irmã Sheila Lisandra Nunes.

E o chefe do Departamento de Organização e Métodos ao qual ela ordenou a entrega da minha cabeça era Luiz Gonzaga Mota Veras, ex-presidente do Banrisul (no governo Sartori) e atual presidente da Banrisul Cartões e vice-presidente do Conselho de Administração.

Quem pensou que, com o passar o tempo, a era das perseguições no Banrisul havia acabado, enganou-se redondamente. Constata-se agora que permanece a velha prática da perseguição, da segregação, da degradação do empregado, e que o governo de Eduardo Leite é o responsável pela reinstalação da velha prática do petismo. É por coisas assim que o Rio Grande do Sul está falido. Quando um administrador cede ao mal, ele está condenado. (PS: Sheila Lisandra Nunes também tem ação trabalhista contra o Banrisul)

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Comments (3)

  1. Reclamatórias trabalhistas milionárias constituem uma forma, entre tantas outras, de funcionários estatais se locupletarem legalmente. Horas extras não trabalhadas ou desnecessárias… Turnos especiais… Aposentadorias especiais… Enfim, privilégios corporativos parasitários e indecentes.
    Para não falar, em ineficiência, absenteísmo e corrupção
    Ninguém explora mais o povo que os agentes estatais.

  2. A Grande Mídia não repercute uma notícia dessas e já passou da hora de viralizarmos isso.

  3. Putz. A primeira vez que não anulei meu voto em 15 anos (em protesto a tanta injustiça)… me ferrei.
    Eduardo Leite…mais um…que tristeza!

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