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Governo Bolsonaro cogita transferir para o BNDES a gestão de privatizações federais

Com a saída de Joaquim Levy da presidência do BNDES após ser duramente criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, o governo cogita mudanças para o banco. Uma das hipóteses é que a instituição seja assumida pelo secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar, e, com ele, seja transferida para o BNDES parte das atribuições da secretaria. Segundo fontes da equipe econômica, uma das ideias aventadas é que o BNDES passe a ser o responsável por tocar as privatizações do governo. A avaliação é de que, com a redução do tamanho do banco na concessão de crédito, o órgão perdeu a relevância que tinha em governos anteriores para o fomento da economia e poderia, assim, assumir também outras funções, como a de gerir privatizações. A dificuldade, porém, é que a mudança dependeria de alterações legais, que teriam que passar pelo Congresso em um momento de desgaste entre Executivo e Legislativo. O BNDES já tem papel auxiliar em privatizações do governo e foi, por exemplo, responsável por estruturar projetos de desestatização das distribuidoras do sistema Eletrobrás. A discussão ainda é preliminar e o martelo não foi batido. 
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