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Governo americano anuncia a eliminação de Qassem al-Rimi, chefe da Al Qaeda na Península Arábica

O governo dos Estados Unidos anunciou na noite desta quinta-feira, 6, a eliminação do líder do grupo terrorista Al-Qaeda na Península Arábica, Qassem al-Rimi. “Os Estados Unidos realizaram uma operação de contraterrorismo no Iêmen em que conseguiram eliminar Qassem al-Rimi, fundador e chefe do grupo Al-Qaeda na Península Arábica”, diz o comunicado da Casa Branca.

O presidente Donald Trump fez o anúncio da operação militar americana, e não forneceu detalhes, mas diz que a ação ocorreu na semana passada, por meio de drones. Foi uma operação semelhante à que eliminou o chefe terrorista iraniano Qassem Soleimani. Uma outra liderança da al-Qaeda no Iêmen, que não teve o nome revelado, também morreu na operação.

No comunicado oficial, Donald Trump diz que al-Rimi se alistou à Al-Qaeda na década de 1990, e atuou ao lado do terrorista Osama bin Laden. “Com Rimi, a Al-Qaeda cometeu violência imoral contra civis no Iêmen e procurou conduzir e inspirar vários ataques contra os Estados Unidos e nossas forças”, diz o comunicado. “Os Estados Unidos, nossos interesses e nossos aliados estão mais seguros como resultado dessa morte”, conclui Trump.

O braço da Al-Qaeda liderado por al-Rimi reivindicou autoria do atentado a tiros a uma base militar na Flórida no fim do ano passado. Na ocasião, um piloto saudita que treinava no local abriu fogo em uma sala de aula e matou três militares norte-americanos, antes de ser morto pelas forças de segurança. Em um vídeo de 18 minutos, o terrorista Qassem al-Rimi elogiou o assassino saudita, a quem chamou de “bravo cavaleiro” e “herói”.

Os Estados Unidos monitoravam al-Rimi como um possível sucessor de Ayman al-Zawahiri — chefe das operações estratégicas da organização terrorista. Al-Rimi e outros integrantes da Al-Qaeda na Península Arábica escaparam de uma prisão iemenita em 2006 e iniciaram ataques a dutos de óleo e gás na região rica em petróleo. Em 2015, ele assumiu a liderança do grupo após um ataque com drones deixar morto o então chefe da facção local, Nasir al-Wuhayshi.

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