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Governadores discutem pauta de reunião com presidente amanhã

Governadores de 25 das 27 unidades da federação participaram, hoje (20), de uma reunião virtual, para definir os principais assuntos que pretendem tratar com o presidente Jair Bolsonaro e ministros, marcada para amanhã (22), por videoconferência. Entre os assuntos, os governadores discutirão a ajuda federal a estados e municípios e a necessidade de critérios científicos para a adoção de medidas de enfrentamento ao novo coronavírus.

Os governadores também debateram os impactos e as medidas que cada Estado e o Distrito Federal vêm adotando para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Após o término da reunião, o governador de São Paulo, João Doria, declarou que os chefes dos executivos estaduais estão abertos ao diálogo e buscando proteger a vida da população. “Hoje (20), fizemos uma reunião com 25 dos 27 governadores. O sentimento de São Paulo e, certamente, posso aqui interpretar, dos demais governadores, é para proteger a vida, obedecer a ciência, respeitar a orientação da Medicina e amanhã fazermos uma reunião em paz”, disse Dória.

O chefe do Executivo do Ceará, o petista Camilo Santana, cujo Estado vive uma calamidade na situação da saúde pública, manifestou o desejo de que a conversa entre governadores e representantes do governo federal transcorra em clima “respeitoso e proveitoso, em benefício da população”. “Este não deve ser um momento de disputa partidária ou ideológica, mas da união de todos para ações efetivas para o Brasil”, escreveu Santana em sua conta pessoal no Twitter.

O governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino, defendeu a importância da troca de informações, principalmente de experiências exitosas. “Este é o caminho. Temos que buscar as experiências dos Estados. Nesse momento de distanciamento social e atividade econômica paralisada, precisamos ter cientificidade e método para sair da crise”, defendeu Dino na reunião. Ou seja, estão todos no mesmo papinho de “cientificidade” onde e quando não existe nenhuma “cientificidade”.

No Twitter, Wilson Lima, governador do Amazonas, disse que a reunião da manhã serviu para que os governadores “ajustassem a pauta” que pretendem apresentar ao presidente e a seus ministros. “Será uma nova oportunidade para agradecer o apoio federal ao Amazonas e reforçar as demandas que ainda temos. A união de esforços é indispensável”, escreveu Lima. É outro que permitiu que seu Estado tivesse a pior situação calamitosa no País.

Wellington Dias, governador do Piauí, já tinha manifestado, ontem (19), que a reunião desta quinta-feira (21) é uma oportunidade para o País definir ações integradas e coesas de enfrentamento ao novo coronavírus e as consequências econômicas da pandemia: “Considero muito importante esse diálogo para um plano unificado e assim enfrentarmos juntos o inimigo em comum que é o coronavírus”.

Outro governador que participou da reunião virtual desta manhã e que, desde ontem, já tinha se manifestado sobre a intenção de pedir ao governo federal tranquilidade para atender as orientações da comunidade científica e órgãos especializados foi o gaúcho Eduardo Leite.

Em seu Twitter, Leite comentou a possibilidade da proposta de veto ao reajuste dos salários de servidores públicos ser um dos itens da discussão com Bolsonaro e seus ministros. “Se isso acontecer, manifestarei meu apoio a esse veto”, antecipou o governador do Rio Grande do Sul. “Além disso, farei um apelo no sentido de atendermos a ciência, dar segurança nas condições de enfrentamento ao coronavírus para garantir segurança à população para que, assim, possamos criar um ambiente adequado à retomada econômica”, acrescentou. Não há dúvida de que a água bateu no queixo de todos esses governadores, com seus Estados enfrentando violentas crises fiscais, e que agora eles amenizam o tom de suas declarações e relações para com o governo federal. (Ag. BR)

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