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Gilmar Mendes libera a continuação do inquérito que investiga Flávio Bolsonaro

Gilmar Mendes autorizou a retomada da investigação do Ministério Público sobre a suspeita de rachadinha no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Em setembro, o ministro mandou parar a investigação com base na liminar de Dias Toffoli, de julho, que paralisou todos os inquéritos e processos abertos com base em dados do Coaf — atual UIF — sem prévia autorização judicial.

Com a revogação da liminar de Toffoli na quinta-feira, no plenário do STF, em uma acachapante derrota do presidente por 8 a 3, que ele transformou em “vitória” por 9 a 2, só para continuar redator do acórdão do julgamento, caiu também a decisão de Gilmar Mendes.

Foi o que ele formalizou em despacho assinado nesta sexta-feira, 29. “Considerando que a decisão paradigma que estaria sendo descumprida pelo ato reclamado não mais subsiste, não há que se falar em violação à autoridade desta Corte, apta a ensejar o cabimento da presente reclamação”, diz o documento.

Ou seja, é o primeiro ato a demonstrar o fim do “acordão” informal que Dias Toffoli, com a anuência de Gilmar Mendes, havia estabelecido com Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre, Rodrigo Maia, o Centrão e o PT, para paralisar os inquéritos criminais, cerca de 1.000, envolvendo a turma do colarinho branco.

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