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Fundos captam R$ 205,7 bilhões até setembro e renda fixa perde espaço

A captação líquida dos fundos de investimento no Brasil, até setembro, soma R$ 205,7 bilhões, quase quatro vezes a mais do que a entrada líquida no mesmo período do ano passado, segundo Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Levando em conta apenas a entrada de recursos no terceiro trimestre, o montante chega a R$ 63,5 bilhões, puxada pela captação dos multimercados, com R$ 31,8 bilhões. Em seguida, vêm os fundos de ações, com entrada de R$ 22,9 bilhões.

De janeiro a agosto, as pessoas físicas representaram R$ 70 bilhões do montante total, que foi de R$ 177,6 bilhões. Os investidores institucionais entraram com R$ 37,7 bilhões. Com o desempenho do Ibovespa, a melhor rentabilidade no período ficou com os fundos de ações ativos, com 24,1% no período. O Ibovespa subiu 19,2% no mesmo intervalo. Na sequência estão os fundos de ações da classificação livre, com 23,5%.

O patrimônio líquido dos fundos no fim de setembro estava em R$ 5,3 trilhões, aumento de 13,2% na comparação com o observado em dezembro do ano passado. O número de fundos da indústria ficou em 18.314, alta de 2,4%, na mesma relação. O número de contas, por sua vez, cresceu 10% para 17,2 milhões.

Já para os fundos de renda fixa, a situação têm mudado. Eles estão perdendo espaço na indústria de fundos no Brasil, diante da queda de juros no País. De janeiro a setembro esses fundos representaram 41,5% do total, ante uma fatia de 44% registrada no fim do ano passado. No fim de 2016 essa parcela era de 48%, segundo balanço da Anbima. No sentido oposto, os fundos de ações subiram de 6,6% do total no fim do ano passado, para 7,8% em setembro deste ano.

Um pequeno aumento também foi registrado na participação dos fundos multimercados, passando de 21,1% para 21,6%. No acumulado do ano a captação líquida dos fundos multimercados chegou a R$ 56 bilhões, o de ações R$ 47,7 bilhões e os fundos de direitos creditórios, R$ 48,4 bilhões. Os fundos de renda fixa registraram entrada líquida de R$ 13,1 bilhões no período. Um destaque neste ano foi a entrada de recursos para os fundos de índices (ETFs), produto que tem aumentado a presença no portgólio de bancos e corretoras.

A captação líquida chegou em R$ 7,4 bilhões, sendo que no mesmo período do ano passado foi de R$ 500 milhões. “Ainda tem muito espaço para crescer, ainda não tem penetração grande, mas já tem uma captação importante”, destaca o vice-presidente da Anbima, Carlos André. Outro ponto interessante nos dados divulgados pela Anbima é que a participação dos títulos privados na carteira dos fundos de investimento está crescendo e chegou em 10% em setembro último, ante 8,7% no fim do ano passado.

A fatia das ações subiu de 10,3% para 11,9%, também na esteira da queda de juros no País. No fim do mês passado o patrimônio líquido da indústria de fundos no Brasil chegou em R$ 5,3 trilhões, aumento de 13,2% em relação ao visto no fim de dezembro de 2018. Por outro lado, a participação dos títulos públicos federal caiu de 49,6% no ano passado para 48,6% neste ano, ainda de acordo com associação.

A fatia nos fundos dos títulos bancários, tais como os CDBs, passou de 8,3% para 8%, Já as operações compromissadas representaram 11,9%. A tendência até o fim do ano, segundo a Anbima, é que a entrada de recursos na indústria de fundos cresça no movimento dos investidores em busca de mais rentabilidade por conta do cenário de baixas taxas de juros. Os investidores entendem ainda que haverá cortes adicionais, o que deve seguir direcionando os recursos para os fundos, em especial os de ações e multimercados.

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