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Força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro denuncia o megadoleiro Dario Messer e advogados por evasão de divisas

Darío Messer, considerado o “doleiro dos doleiros”, foi denunciado pela Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro por evasão de divisas, na modalidade “dólar-cabo”, que utilizava uma rede paralela para movimentação ilícita de dinheiro. Outros três advogados também foram denunciados na mesma ação. São eles: Marco Antônio Cursini, Antônio Augusto Lopes Figueiredo Basto e Luis Gustavo Flores.

Segundo a denúncia da Força-Tarefa, os três movimentaram, entre 2008 e 2012, uma quantia de R$ 10 milhões em operações de dólar-cabo, além de outras movimentações em euros e em francos suíços. Além disso, eles também venderam dólares para que outras pessoas enviassem dinheiro ilegalmente para o Exterior, na operação conhecida como “Dólar-cabo invertido”, em transações que somaram R$ 14 milhões. Dario Messer teria participado de pelo menos três operações.

Em dezembro de 2019, o Ministério Público Federal denunciou Messer e mais 17 pessoas com base nas informações da Operação Patrón. A força-tarefa Lava Jato do Rio de Janeiro pediu a condenação de 11 brasileiros, sete paraguaios e um uruguaio, além de Messer, naturalizado paraguaio.

Ele foi preso em junho em São Paulo. Eles foram acusados de formar uma organização especializada em lavagem de dinheiro e outros crimes que operava pelo menos desde os anos 2000. Segundo o Ministério Público, os crimes praticados pela organização comandada por Messer são câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações conseguiram chegar até Messer a partir das apurações de esquemas de um de seus clientes, o ex-governador do Rio de Janeiro, o megacorrupto emedebista Sergio Cabral. Cabral foi o chefe de uma organização especializada em corrupção e que usou serviços da rede de Messer no Uruguai para ocultar valores milionários oriundos de crimes cometidos no Palácio Guanabara e na Assembleia Legislativa. Deflagrada em 19 de novembro, a Operação Patrón aprofundou as investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro e chegou às operações ilícitas do grupo de Messer em países do Mercosul.

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