BrasilPolíciaPolíticaTodos

Fabrício Queiroz é preso em sítio do advogado de Flávio Bolsonaro em Atibaia, interior de São Paulo

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta quinta-feira em Atibaia, interior de São Paulo, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado, em cumprimento de mandado expedido pela Justiça do Rio de Janeiro. Atibaia é a mesma cidade onde se localiza o sítio do bandido corrupto petista Lula.

Queiroz foi preso em um imóvel que pertence ao advogado Frederick Wassef, segundo o Ministério Público de São Paulo. O advogado representa Flávio Bolsonaro e também atua para o presidente na investigação sobre o atentado a faca que Bolsonaro sofreu na campanha eleitoral de 2018. O advogado, que tem uma base em Brasília, tem se reunido com alguma frequência com Bolsonaro.

O mandado expedido pela Justiça fluminense se refere às investigações sobre o esquema conhecido como “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Queiroz foi assessor de Flávio Bolsonaro quando o atual senador era deputado estadual no Rio. A suspeita é de apropriação e desvio de parte dos salários dos servidores do gabinete do parlamentar. A movimentação financeira de Queiroz foi de 1,9 milhão de reais. Já a movimentação da chefe de gabinete do deputado estadual petista André Ceciliano foi de 50 milhões de reais, mas a imprensa petista não dá a menor atenção para isso.

Conforme o Ministério Público do Rio de Janeiro, um órgão altamente suspeito, que já teve procurador geral preso por corrupção ostensiva no governo do emedebista Sérgio Cabral, outras medidas cautelares determinadas pela Justiça estão sendo cumpridas no Estado. O endereço de um dos imóveis alvos de mandado de busca fica no mesmo local em Bento Ribeiro, zona norte do Rio de Janeiro, onde Bolsonaro declarou ter casa ao Tribunal Superior Eleitoral na eleição de 2018.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, a operação desta quinta-feira foi batizada de Anjo e também teve como alvo de medidas cautelares servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Estado. (Money Times)

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário