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Ex-presidente da Fecomércio vira delator e turbina investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro

O ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz — preso em 2018 em um dos desdobramentos da Lava Jato no Rio — fechou um acordo de delação premiada com o MPF que deve tirar o sono de gente importante em lustradas bancadas de advocacia. Isso porque, para tentar se manter no comando da entidade no curso de uma disputa de poder com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), Diniz torrou mais de R$ 180 milhões com renomados advogados. Agora, em sua delação, ele deve explicar o motivo dos pagamentos. As negociações se deram na primeira instância. O ex-todo-poderoso da Fecomércio tentava um acordo desde sua prisão. No material entregue ao Ministério Público Federal, Diniz fala, por exemplo, sobre os pagamentos para escritórios como o de Roberto Teixeira, compadre de Lula, que recebeu mais de R$ 68 milhões para a Fecomércio. O escritório de Teixeira e da advogada carioca Ana Basílio, que recebeu cerca de R$ 13 milhões da Fecomércio, eram os responsáveis pelo esforço junto ao Judiciário para manter Diniz no comando da entidade durante o embate com a CNC. Os pagamentos da Fecomércio na gestão Diniz também abasteceram as contas de bancas de pessoas próximas a ministros de cortes superiores. O escritório de Eduardo Martins, filho do ministro do STJ e atual corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, recebeu cerca de R$ 25 milhões.

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