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Ex-black bloc suspeito de atacar sede do Porta dos Fundos pode ser incluído na lista da Interpol

A 10ª Delegacia de Polícia de Botafogo, no Rio de Janeiro pediu a inclusão na lista da Interpol do nome do suspeito de participar do ataque à produtora Porta dos Fundos na véspera do Natal, em Humaitá, e informou que ele viajou para a Rússia. Segundo a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro, ainda não está confirmado se o pedido foi
aceito.

O empresário Eduardo Fauzi, de 41 anos, confessou ser o responsável pelo ataque à sede da produtora Porta dos Fundos e anunciou que pretende pedir asilo político na Russia, onde se encontra. Fauzi classificou o especial de fim de ano do canal Porta dos Fundos como um “ato de profanação” e afirmou que “uma blasfêmia sempre será infinitamente pior do que qualquer reação contra ela”. Fauzi é um ex-black bloc que inclusive já foi defendido pela chefe desta organização clandestina, a celebridade esquerdista Sininho, Elisa Quadros, de histórica família petista de Porto Alegre. Artistas também apoiaram a ação dos black blocs, como Caetano Veloso.

De acordo com o delegado titular da 10ª DP, Marco Aurélio de Paula Ribeiro, que está à frente das investigações, o homem é considerado foragido. Ele não foi localizado nas diligências de terça-feira (31), quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro endereços referentes ao suspeito.

O empresário suspeito do crime pode ter a extradição solicitada, uma vez que Brasil e Rússia têm acordo de cooperação na área. Conforme o processo de extradição, o Ministério da Justiça pode encaminhar, em conjunto com o Ministério de Relações Exteriores, o pedido ao governo russo. No entanto, é preciso que receba antes a solicitação do juiz responsável pelo caso.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que ainda não há manifestação do juizado. O Ministério da Justiça
afirmou que não pode dar informações sobre a aplicação sobre a medida. “O Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), não pode se manifestar sobre casos concretos, inclusive quanto à existência ou não de pedido de cooperação internacional a eles relacionados.”

A extradição pode ocorrer em dois casos: a extradição ativa é quando o governo brasileiro requer a outro
país o retorno de um foragido da Justiça brasileira e, a passiva, quando um determinado país solicita a extradição de um indivíduo foragido que se encontra em território brasileiro. Apesar de Brasil e Rússia terem acordo na área, o pedido de extradição não se limita a países com os quais o Brasil possui tratado. No caso de não haver acordo, o pedido será formulado com documentos previstos no Estatuto do Estrangeiro, devendo solicitado com
base na promessa de reciprocidade de tratamento para casos análogos.

Em ação realizada na terça-feira, segundo a polícia, os agentes estiveram em endereço residencial na Barra da
Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro; em dois dois pontos comerciais na Praça Mauá, no centro, sendo um deles identificado como residencial; e no Engenho Novo, na zona norte. No último  endereço, funciona um posto de combustíveis, que já não pertence mais ao suspeito. Na Barra, os agentes encontraram R$ 119 mil, duas imitações de armas de fogo, facões, munição, camisa de entidade filosófica e política e computadores.

Os black blocs, grupo clandestino terrorista do qual Fauzi fez parte, mereceu encontro e defesa de Caetano Veloso das atividades que desempenhavam e que resultaram na morte de um cinegrafista da Rede Bandeirantes, atingido na cabeça por um foguete.

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