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Estados Unidos prendem ex-presidente do Peru, o populista Alejandro Toledo, acusado de receber propina da Odebrecht

O governo dos Estados Unidos prendeu nesta terça-feira, 16, o ex-presidente do Peru, o populista Alejandro Toledo, a pedido da Justiça peruana, informou o Ministério Público em Lima. Segundo o Ministério Público peruano, a prisão foi intermediada pela Unidade de Cooperação Judicial internacional e o ex-presidente comparecerá à Justiça americana para dar início ao processo de extradição. Toledo tem contra si um mandado de prisão preventiva de 18 meses no âmbito da Operação Lava-Jato no Pero. Ele é acusado de receber propina de US$ 20 milhões para conceder à Odebrecht a construção da Rodovia Interoceânica, quando foi presidente do Peru, entre 2001 e 2006.

O advogado de Toledo no Peru, Heriberto Benítez, disse à Rádio RPP que a prisão não indica necessariamente que a extradição será aprovada. Ainda de acordo com o advogado, a linha de defesa do ex-presidente será alegar perseguição política. Para o jurista James Rodríguez, no entanto, o retorno de Toledo à Lima é uma questão de tempo. “O juiz nos Estados Unidos pode ordenar uma fiança ou se encontrar algum perigo de fuga, determinar sua prisão”, disse. “O Ministério Público peruano terá de provar o envolvimento de Toledo com casos de corrupção”. O ex-presidente chegou a ser detido em março, no Dia de São Patrício, por dirigir embrigado, mas foi liberado logo depois. Ele vive nos Estados Unidos há alguns anos, onde se dedica a dar aulas. Toledo é um dos quatro ex-presidentes do Peru envolvidos na Lava-Jato no país. Todos receberam mandados de prisão preventiva depois das investigações da procuradoria. Ollanta Humala chegou a ficar preso por nove meses e foi libertado após decisão judicial. Pedro Pablo Kuczynski teve a pena transferida para prisão domiciliar em consequência da idade avançada e Alan García cometeu suicídio quando os policiais foram à sua residência prendê-lo, em um desdobramento que chocou o país.

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