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Escritório de advocacia e instituto de pesquisa foram alvos da Polícia Federal na investigação de Renan Calheiros, Eduardo Braga e Vital do Rêgo

A operação da Polícia Federal desta terça-feira, que mira Renan Calheiros, Eduardo Braga e Vital do Rêgo fez buscas em uma banca de advogados e procurou sócios de um instituto de pesquisa que teriam sido usados para efetuar repasses da JBS aos caciques do MDB em 2014. Um dos mandados de busca expedidos pelo ministro Edson Fachin visa coletar provas no Escritório de Advocacia Rubens Ferreira & Vladimir Silveira, em São Paulo.

Em delação premiada, Ricardo Saud, ex-diretor da JBS, disse que pagou R$ 4 milhões para Vital do Rêgo por meio dessa banca de advocacia. O atual ministro do TCU teria recebido R$ 6 milhões no total, para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Os outros R$ 2 milhões teriam sido pagos por meio da Makplan, empresa de comunicação, e em espécie.

A Polícia Federal também intimou a depor sócios da Campus Centro de Estudos e Pesquisa de Opinião Ltda., sediada em Salvador. A empresa teria sido usada por Eunício Oliveira para receber R$ 2 milhões da JBS — o ex-senador teria recebido R$ 5,6 milhões para fechar a aliança com o PT. Os pagamentos da JBS a membros do MDB do Senado teria alcançado mais de R$ 40 milhões e beneficiado também Jader Barbalho, Romero Jucá, Edison Lobão e Valdir Raupp.(O Antagonista)

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