Justiça

Empreiteira corrupta e propineira Camargo Corrêa fecha acordo de leniência de R$ 1,4 bilhão com governo

A construtora Camargo Corrêa, empreiteira muito corrupta e propineira, investigada na Operação Lava Jato, assinou hoje um acordo de leniência com o governo federal, comprometendo-se a pagar R$ 1,39 bilhão por conta de seu envolvimento em esquemas de corrupção e desvio de recursos na Petrobras e outras áreas da administração federal.

Os valores são contabilizados desta forma: R$ 905,9 milhões relativos ao enriquecimento ilícito da empresa em razão de contratos fraudulentos; R$ 330,3 milhões como restituição de propinas; R$ 123,6 milhões de multa civil, como prevê a Lei de Improbidade Administrativa; e R$ 36,2 milhões de multa administrativa, como prevê a Lei Anticorrupção. O valor será pago em parcelas, até janeiro de 2038, com correção pela Selic, diretamente à União e entidades lesadas.

“Em caso de inadimplemento ou descumprimento do acordo pela empresa, haverá perda integral dos benefícios pactuados no acordo de leniência, vencimento e execução antecipada da dívida, entre outras penalidades, assegurado ao poder público a utilização integral do acervo probatório fornecido”, informou a CGU, em nota.

Na verdade, isso é um monumental benefício para a empreiteira corrupta. Não custa nada, a não ser para os contribuintes nacionais. Tanto é verdade que um apartamento-mansão de cobertura no coração da ilha de Manhattan, em Nova York, tornou-se em janeiro o imóvel mais caro dos Estados Unidos: foi vendida por US$ 230 milhões a um investidor americano. E no mesmo prédio, o recém-construído 220 Central Park South, onde o valor médio de um apartamento gira em torno dos US$ 100 milhões, há uma unidade que pertence a uma brasileira: Renata Camargo, uma das donas da Camargo Corrêa, comprou um imóvel no 33º andar por US$ 30 milhões. No prédio, de 70 andares, os moradores têm à sua disposição desde uma piscina de água salgada até um “bar de sucos”.

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