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Dívida bruta brasileira terá um salto de 9% do PIB

O secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, previu um salto na dívida bruta do setor público brasileiro de cerca de nove pontos porcentuais do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo ele, a dívida será muito afetada pelas medidas para o enfrentamento da covid-19. “É claro que pode haver medidas, como compra e venda de reservas”, disse ele.

Segundo o secretário, a compra e venda de reservas, porém, é decisão do Banco Central. Waldery evitou prever quando o Brasil voltará a ter superávit nas contas públicas. “Agora temos uma pausa no ajuste, mas voltaremos com mais força”, disse o secretário. Segundo ele, o teto de gastos é a âncora fiscal e no cenário atual ganha ainda mais importância.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse que as contas públicas voltarão a ter superávit quanto mais rápido forem aprovadas as reformas estruturais. Waldery Rodrigues disse que o governo não trabalha com aumento de impostos como resposta aos efeitos do aumento de gastos no déficit público.

A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 não contempla reajustes salariais e nem concursos públicos. Mas o secretário de Orçamento do Ministério da Economia, George Soares, ressaltou que a LDO não trata de concursos.
Soares informou que a LDO permite transformar cargos e funções. “Trocar cargo por outro de valor menor”, disse, sem dar detalhes.

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