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Diretora executiva da Cervejaria Backer faz dramático apelo, “não bebam a cerveja envenenada”

A diretora executiva da cervejaria Backer, Paula Lebbos, pediu hoje (14) que ninguém consuma a cerveja Belorizontina, que, no Espírito Santo, recebe o rótulo de Capixaba, até que os fatos sobre a contaminação da cerveja sejam esclarecidos. Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer.
Pelo menos uma pessoa morreu e outras foram internadas depois de tomar a cerveja. Dez pessoas foram intoxicadas.

A morte de outra pessoa, ocorrida em 28 de dezembro, está sendo investigada como uma possível intoxicação pelo consumo da Belorizontina. “O que preciso agora é que não bebam Belorizontina, quaisquer que sejam os lotes, por favor. Quero que meu cliente seja protegido. Não sei o que está acontecendo”, disse Paula Lebbos, em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, em Belo Horizonte.

A diretora executiva da Backer afirmou que a substância dietilenoglicol, responsável pelo envenenamento, não é usada no processo de fabricação de suas cervejas. Ontem (13) o Ministério da Agricultura determinou que a Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até agora. A cervejaria está interditada, por ordem do ministério.

“A Backer quer facilitar para que o problema seja solucionado o mais breve possível, para que a nossa fábrica seja liberada, até porque os funcionários precisam trabalhar, e minha família também depende dessa empresa”, disse a executiva. A Backer produz cervejas em 70 tanques de 18 mil litros cada. A Belorizontina é produzida em apenas um desses tanques, o número 10.

Questionada pelos jornalistas, Lebbos disse que vai procurar as vítimas e suas famílias para “oferecer qualquer tipo de ajuda que elas precisarem”. Ela afirmou que não está preocupada com o prejuízo financeiro, e sim com o mercado de cervejas artesanais e com os clientes. “O que nos preocupa muito é o prejuízo em relação à nossa marca e ao mercado cervejeiro artesanal. Eu tenho certeza de que o que diz respeito ao aspecto financeiro será superado. O que a gente não quer é que clientes que tomam a nossa cerveja sejam prejudicados”, acrescentou.

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