Dieese aponta queda de rendimento médio do trabalhador cai pelo quinto mês consecutivo

Março registrou o quinto mês consecutivo de diminuição da renda de ocupados e assalariados. Os dados são da pesquisa mensal de emprego e desemprego realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, uma organização petista) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira. Na Região Metropolitana de São Paulo o rendimento médio caiu pelo quinto mês consecutivo. Para os ocupados, o recuo foi de 1% e para os assalariados de 1,8% (passaram a equivaler a R$ 1.490,00 e R$ 1.512,00). Para Alexandre Loloian, coordenador técnico da equipe de análises da Seade, uma série de fatores contribuem para a “queda gradual e paulatina” da remuneração do trabalhador, como a inflação e a desaceleração da economia: “Se há um mercado onde a lei da oferta e da procura funciona é o mercado de trabalho. Quando a economia cresce, cresce o rendimento. Quando se retrai, diminui. Isso é o reflexo de uma economia que cresceu 7,5% em 2010 e neste ano deve crescer entre 4,5% e 4%. Essa desaceleração também influencia e interfere no nível do ganho dos empregados”. Outro fator apontado pelo economista é o repique da inflação: “Quando a inflação cresce faz com que pessoas bem remuneradas sejam demitidas e substituídas por outras de menor salário. É uma prática comum nos recursos humanos e pode explicar esse movimento de queda”.

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