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Delator tucano da corrupção no Metrô de São Paulo pede para cumprir pena antecipada em prisão domiciliar

Sérgio_Corrêa_BrasilO ex-diretor do Metrô paulista, Sérgio Corrêa Brasil, pediu à Justiça Federal de São Paulo para antecipar o cumprimento da pena estipulada no acordo de colaboração premiada que fechou com a força-tarefa da Operação Lava Jato no qual confessou ter recebido propina das cinco maiores empreiteiras do País e delatou outros agentes públicos e políticos.

Pelo termo, o delator cumprirá os primeiros três anos da pena em regime fechado diferenciado, ou seja, prisão domiciliar com tornozeleira e limitação de visitas. Outros dois anos serão em regime semiaberto e dois anos anos no regime aberto. A partir do início do cumprimento da pena, o delator turcano Sérgio Corrêa Brasil também começará a devolver o dinheiro que recebeu da corrupção no Metrô, com correção e multa.

A decisão caberá à juíza federal substituta Flávia Serizawa e Silva, da 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que homologou a delação de Sérgio Corrêa Brasil e recebeu a denúncia do Ministério Público Federal contra ele e 13 ex-executivos de quatro das cinco maiores empreiteiras do País (as muito corruptas e propineiras Andrade Gutierrez, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão).

Os pagamentos atribuídos à Camargo Corrêa devem ser objeto de outra ação penal por envolver crimes de lavagem de dinheiro. Primeiro agente público de São Paulo a confessar os crimes investigados pela Operação Lava Jato, Sérgio Corrêa Brasil admitiu ter recebido R$ 6,2 milhões de propina das cinco construtoras entre 2004 e 2014 para fraudar licitações e contratos das linha 2-Verde, 5-Lilás e 6- Laranja do Metrô paulistano.

Ele também delatou outros agentes e políticos, mas os nomes não foram divulgados porque o documento ainda está sob sigilo. Os únicos nomes revelados pela força-tarefa da Lava Jato foram os do ex-presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayze David, e o ex-gerente da companhia, Décio Tambelli, que não foram denunciados porque já têm mais de 70 anos de idade e seus supostos crimes já prescreveram.

Sérgio Corrêa Brasil tem 67 anos e estava com os bens bloqueados pela Justiça estadual em uma ação de improbidade movida pelo Ministério Público de São Paulo. Foi o ex-diretor do Metrô e ex-assessor de Parcerias Público-Privadas (PPPs) nos governos do PSDB em São Paulo quem procurou a força-tarefa da Lava Jato paulista para propor um acordo de delação.

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