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Custo de extração no pré-sal cai 67% em cinco anos

O pré-sal tem trazido resultados crescentes para a Petrobras. Em uma das frentes de retorno está a brusca redução do custo de extração do pré-sal, chamado no mercado de lifting cost. O indicador, que mede quanto se gasta na extração do barril de óleo, atingiu níveis sem precedentes no terceiro trimestre, US$ 5,00 por barril ante US$ 6,00 nos três meses anteriores, segundo dados da Petrobras.

A perspectiva, segundo analistas, é de que esse custo caia ainda mais diante do aumento de produção de novas plataformas em 2020. Nesta quarta-feira, o governo realiza o megaleilão do pré-sal, que deve impulsionar ainda mais os resultados do setor nos próximos anos.

Dados levantados pelo Rystad Energy Ucube, empresa de pesquisa em energia, mostram que o custo de exploração do pré-sal recuou 61% de 2014 até 2019, de US$ 15,3 por barril para US$ 6,00. Se forem considerados os números atualizados pela Petrobras em seu último relatório, a queda é ainda maior, de 67%, para US$ 5,00.

Os números são em barris de óleo equivalentes (boe), unidade que considera o potencial energético do gás e o petróleo em um barril. Impulsionada pelo pré-sal, a empresa conseguiu reduzir em 7,3% seu custo de extração total para US$ 9,67 entre julho e setembro, de US$ 10,43/barril nos três meses anteriores. Tal movimento tem aproximado a estatal de gigantes do setor.

Juntas, Shell, ExxonMobil, BP, Chevron, Eni e Total apresentaram um lifting cost médio de US$ 5,4/barril até agora em 2019. Apesar do resultado, a estatal ainda tem um caminho considerável pela frente para se equiparar com o Oriente Médio, cujo custo médio de extração é de US$ 3,2 por barril. (OESP)

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