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Cresce movimento contra Marchezan Jr em Porto Alegre por sua desastrosa condução contra o coronavirus

Está marcada para esta segunda-feira, em frente ao prédio da prefeitura de Porto Alegre, uma nova manifestação contra o prefeito Nelson Marchezan Junior, por sua condução desastrosa das ações contra o coronavirus.

Na verdade, a pauta da manifestação contra Nelson Marchezan Junior, do PSDB, é mais alentada. Os manifestantes, convocados pelo Movimento Brasil 200 RS, protestam pelo prefeito tucano não ter comprado um só respirador pelo prefeitura até agora. Eles criticam o prefeito tucano pela falta de aquisição de equipamento de uso e treinamento para os profissionais da área de saúde. Também protestam porque a prefeitura conduzida por Nelson Marchezan Jr. esconde os números reais da pandemia na capital gaúcha. Eles apontam a completa falta de diálogo de Nelson Marchezan Junior, um notório arrogante, que não ouve ninguém. O Movimento Brasil 200 RS critica fortemente o prefeito de Porto Alegre por ter promovido o fechamento do comércio da capital gaúcha. Entra no rol das críticas o fato dele ter aumentado o teto dos salários do funcionalismo municipal para 35 mil reais em meio à pandemia, quando todos os gastos deveriam estar dirigidos para ações de saúde pública. E não esquecem da crítica pelo fato de Nelson Marcheza Junior ter gasto de mais de 3,3 MILHÕES de verbas da saúde, recursos enviados pelo governo Bolsonaro, para empregar em publicidade nos grandes meios de comunicação do Rio Grande do Sul, assim ganhando o beneplácito desses órgãos formadores de opinião pública, que agora evitam promover críticas à sua ação. Também criticam a compra de mais de 2,2 MILHÕES em máscaras para projeto conduzido pela primeira dama. E ainda pela compra de mais de 100 mil reais em equipamento fotográfico para o Gabinete do prefeito.

Os manifestantes exigirão respostas sobre onde foram aplicados os mais de 10 milhões de reais repassados pela Câmara Municipal. E ainda respostas completas sobre as aplicações de 64 milhões de reais repassados pelo governo gaúcho. O grupo de empresários e empreendedores individuais não admite que Nelson Marchezan Junior ponha sobre eles a responsabilidade por qualquer recrudescimento do coronavirus na capital gaúcha.

Esta manifestação tem o respaldo do deputado estadual Thiago Duarte, do DEM, que enviou durante a semana uma representação ao Ministério Público do Rio Grande do Sul, para que este órgão da Justiça tome medidas para esclarecer à sociedade gaúcha o destino dado pela prefeitura comandada por Nelson Marchezan Junior aos recursos recebidos do governo do Estado e da União, e a divulgação do cronograma que deveria ter sido estabelecido pela prefeitura para a abertura de leitos hospitalares na capital gaúcha. O pedido foi formulado devido “à incongruência de informações veiculadas na imprensa a partir dos gestores municipais”, diz o deputado estadual Thiago Duarte.

Ele diz na sua representação ao Ministério Público: “Considerando que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre recebeu mais de 100 milhões de reais, repassados diretamente pelo Governo Federal para o combate a disseminação e infecções relacionadas a Covid-19, que recebeu 10 milhões de reais destinados pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre também para este fim; além dos mais de 57 milhões de reais que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre recebeu diretamente do Governo Federal; considerando que, neste cômputo ainda se somam 64 milhões de reais, maior fatia dos 181 milhões de Reais destinados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul aos municípios para o combate ao coronavirus, e passados para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, de acordo com informação ratificada pela secretaria estadual da saúde, Arita Bergmann (Portaria 774 MS); considerando que, há pelo menos três hospitais dentro do município de Porto Alegre aptos a oferecerem leitos clínicos de retaguarda e de UTI para atenderem pacientes infectados pela Covid-19, que perfazem a capacidade de comportar 550 leitos; a saber: Hospital Parque Belém, Hospital Beneficência Portuguesa e Hospital Álvaro Alvim, com possibilidade de oferecerem respectivamente, 250 leitos clínicos, destes 20 leitos de UTI (Hospital Parque Belém) 150 leitos clínicos, destes 15 UTI (Beneficência Portuguesa) e 150 leitos clínicos, destes 15 UTI (Álvaro Alvim). Estas entidades já se manifestaram dispostas a atenderem pacientes da Pandemia por Coronavirus, conforme gravado nos vídeos 2, 3 e 4 (Parque Belém) e vídeo 5 Beneficência Portuguesa”.

Continua a representação do deputado estadual Thiago Duarte: “Causa estranheza a posição da PMPA junto à Secretaria Estadual da Saúde, ao informar que ‘não há necessidade de leitos’. Considerando que, em plena pandemia por coronavirus, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre retirou do Fundo Municipal de Saúde R$ 3.122.779,40 com evidente desvio de finalidade, a fim de realizar propaganda da gestão municipal veiculada inclusive em canais abertos de televisão em horário nobre; considerando que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre contratou avião com sistema de altos falantes para veiculação de publicidade sobre a pandemia do coronavirus, em evidente desvio de finalidade de recursos destinados ao combate da pandemia; considerando que as progressivas medidas restritivas e deletérias a economia, tomadas pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, constituem uma resultante do número de novos casos de infecção por coronavirus, da progressão da doença e do pífio aumento no número de leitos clínicos e de UTI instalados e disponíveis pelo SUS; considerando que, tivesse a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em tempo hábil, aumentado o número de leitos de internação clínica e de UTI, por exemplo, abrindo os três hospitais supracitados, com os recursos que recebeu, se depreende que provavelmente a capital gaúcha não estaria incluída pelo próprio Governo do Estado na categoria de ‘Bandeira Vermelha’ e, sim, na ‘Bandeira Laranja’, fazendo com que mais vidas fossem salvas; evitando o lockdown (fechamento completo) e, por consequência, evitando o colapso do sistema de saúde, bem como o colapso econômico na capital gaúcha”.

Encerra a sua petição do deputado estadual Thiago Duarte, o único entre 55 representantes do povo a tomar essa iniciativa: “Assim, solicitamos providências a fim de que sejam feitas públicas informações detalhadas sobre os destinos dos recursos recebidos pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre dos poderes e o cronograma da abertura necessária de leitos; uma vez que a Prefeitura Municipal de Porto Alegre goza de gestão plena na área da saúde e plena responsabilidade sobre a aplicação presente e vindoura destes recursos. Também, com a finalidade de que sejam avaliados quaisquer possíveis desvios de finalidade ou improbidade no emprego de recursos públicos destinados ao combate da pandemia pelo coronavirus”.

É absolutamente inacreditável que o prefeito tucano Nelson Marchezan Junior tenha recebido R$ 164 milhões de reais extra-teto e não tenha criado nenhum novo leito comum ou de UTI para o tratamento de pacientes contagiados pelo coronavirus, e tampouco tomado iniciativas para reabrir hospitais que estão fechados, como Beneficência Portuguesa, Álvaro Alvin e Parque Belém. Também não comprou um miserável respirador sequer desde fevereiro deste ano, quando o governo Bolsonaro decretou o estado de emergência nacional em saúde.

Até agora, tudo que Nelson Marchezan Junior tem feito são “acertinhos” com as direções de dois hospitais que são as referências em Porto Alegre para o tratamento do coronavirus, o Hospital de Clinicas e o Hospital Conceição. Os dois são hospitais federais. Esses hospitais vão incrementando o número de leitos de UTI. No caso do Hospital Conceição, isso é feito com a transformação das quatro salas de
recuperação para UTIs. Claro que isso ocorre em tremendo prejuízo para a saúde dos doentes de Porto Alegre não portadores de coronavirus, que deixam de ter atendimento de seus casos mais urgentes.

O próprio Hospital Conceição, estatal que pertence ao Ministério da Saúde, “economiza” seus recursos. Por exemplo, não aplicando testes nos técnicos de saúde que trabalham nas salas de recuperação do centro cirúrgico. Muitos técnicos se vêem obrigados a buscar laboratórios particulares, gastando do seu próprio bolso, para realizar o teste, uma vez que convivem com pacientes contagiados, e temem por suas vidas e de seus familiares.

No hospital de Clinínicas, hospital-escola que pertence ao Ministério da Educação, a diretora diz que criar novos leitos de UTI encontra uma barreira na falta de médicos intensivistas para contratação.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Marcelo Matias, rebate essa informação: “O intensivismo é uma especialidade médica razoavelmente nova. Tem muito poucos intensivistas no Rio Grande do Sul. Mas todo médico que realizou residência clínica passou por UTI, trabalhou em UTI, conhece as UTIs. Todas as UTIs de hospitais do Interior do Estado são controladas por estes médicos. Tem também todos os residentes, que passam por UTIs, e estão capacitados para realizar este trabalho. Esta desculpa da falta de médicos não se aplica para justificar a falta de criação de mais leitos de UTI para atendimento de pacientes do coronavirus”.

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