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Cpers decreta greve geral nas escolas públicas estaduais do Rio Grande do Sul… é de mentirinha

O Cpers, sindicato petista dos professores públicos estaduais gaúchos, alinhado com PT, PCdoB e PSOL, ordenou a realização de uma greve geral a partir de hoje, por tempo indeterminado. O Cpers protesta contra o pacote que muda os planos de carreira e a previdência estatal estadual, enviado na quinta-feira ao Poder Legislativo, para exame em regime de urgência. Não há nenhuma novidade nessa greve, é o que o Cpers vem fazendo desde o final da década de 70.

As greves mais devastadoras foram aquelas comandadas contra o governo de Jair Soares (Arena, de 1982 a 1986) e Pedro Simon (MDB, de 1987 a 1991). Jair Soares, um corporativista estatal de primeira linha, procurou sair do governo “de bem” com a classe do magistério, aprovando uma lei flagrantemente ilegal, inconstitucional, que estabelecia o salário mínimo como piso salarial dos professores. Ora, isso arrebentaria o Tesouro do Estado já naquela época (março de 1987), que não teria condições de pagar os salários em dia.

Tão logo assumiu o governo, Pedro Simon recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra esta lei estapafúrdia. Foi o sinal para a eclosão da greve bárbara, que durou 90 dias. Não há notícia de ano, desde o final da década de 70, que tenha passado sem greve do magistério gaúcho. Somando todos os dias parados pelos professores públicos do Rio Grande do Sul, isso representa no mínimo a perda de dois anos inteiros de aulas.

Não há sistema de educação que resista a uma declarada guerra de tamanha intensidade contra ele. A diferença é que, nos últimos anos, o Cpers petista já não mobiliza mais ninguém na categoria. Ficou completamente no passado aquele tempo em que assembléias do Cpers eram realizadas no ginásio Gigantinho, do Internacional, com cerca de 20 mil participantes e ônibus de quase todas as cidades gaúchas. Hoje em dia, o Cpers não consegue colocar nem 2.000 professores em uma assembléia.

E esta greve decretada hoje é uma firula, porque no mínimo 70% dos professores e das escolas não aderirão a mais essa demência esquerdopata. Mesmo assim, nenhum governo até hoje teve a coragem para propor a total extinção da principal maldição que destrói a educação pública no Rio Grande do Sul, que é o famigerado plano de carreira do magistério. Esse plano torna inviáveis as contas públicas.

Além disso, nenhum governo teve a coragem, também, para mudar o sistema e propor coisas novas, como o homeschooling e a instituição do “voucher” (voucher – vale ou cheque que assegura um crédito para futuras despesas com mercadorias ou serviços), pelo qual as famílias pagariam os professores de seus filhos. É preciso mudar radicalmente o sistema de educação pública gaúcho, que passou de melhor para o pior do País, sendo hoje ultrapassado até mesmo por Estados como o Piauí.

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