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Corregedoria do Ministério Público Federal abre investigação sobre procuradores que processam ministro Salles

A corregedora-geral do Ministério Público Federal, Elizeta Maria de Paiva Ramos, pediu explicações a nove dos doze procuradores que assinaram ação de improbidade administrativa contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por “desestruturação dolosa” da política ambiental. O objetivo é apurar se os procuradores excederam suas competências ao assinarem um documento que não tem relação com as Procuradorias que ocupam.

Segundo a corregedora, as explicações são necessárias “principalmente pela ausência de motivação legal para tanto e sem prévia autorização do Procurador-Geral da República”. Na ação de improbidade os procuradores alegam que o ministro busca desmontar órgãos de proteção ao ambiente para “fazer passar a boiada”, expressão utilizada por Salles na reunião ministerial do dia 22 de abril. Dizem também que Salles adota uma série de medidas “sem qualquer justificativa” e “totalmente contrária ao dever estatal de implementação dos direitos ambientais, o que se faz bastante explícito, por exemplo, na exoneração de servidores logo após uma fiscalização ambiental bem sucedida em um dos pontos críticos do desmatamento na Amazônia Legal”.

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