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Copom reduz taxa básica de juros de 5% para 4,5% ao ano, a menor de toda a série

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (11) reduzir a taxa básica de juros de 5% para 4,5% ao ano. A redução já era esperada pelos analistas do mercado financeiro. Com a decisão, a Selic atingiu o menor percentual desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999. O atual ciclo de redução dos juros começou em julho deste ano.

Em comunicado, o Copom não sinalizou a possibilidade de um novo corte, sugerindo o fim do atual ciclo de redução dos juros, iniciado em julho deste ano. “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária.

O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, diz o comunicado divulgado após a reunião. No comunicado, o comitê avaliou que a recuperação da economia “ganhou tração”, principalmente se comparado com o primeiro trimestre do ano. “O cenário do Copom supõe que essa recuperação seguirá em ritmo gradual”, diz o texto.

Além disso, considera que houve uma melhora no cenário externo, que se tornou “relativamente favorável para as economias emergentes” desde a última reunião, em outubro. O Copom se reúne a cada 45 dias para definir a Selic, buscando o cumprimento da meta de inflação. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central de inflação para 2019 é de 4,25% e, como o sistema prevê margem de tolerância, será considerada formalmente cumprida se ficar entre 2,75% e 5,75%.

Para 2020, o objetivo central de inflação é de 4% (tolerância entre 2,5% e 5,5%). Se as estimativas para a inflação estiverem em linha com a meta, como ocorre no cenário atual, é possível reduzir os juros. Isso estimula a produção e o consumo. Essa redução da taxa de juros é muito importante também para reduzir os custos com a rolagem da dívida pública mobiliário nacional (títulos do Tesouro Nacional).

Com a taxa atual de juros, o governo deverá economizar no próximo ano não menos de 120 bilhões de reais no pagamento de juros da dívida pública. Esses são recursos que o orçamento da União poderá aplicar em outros investimentos. Ou até mesmo na continuidade da política de redução da dívida e do seu custo de rolagem. Basta para isso que o governo promova recompras de papéis desagiados com vencimento antecipado e faça relançamentos com prazo maior a juros menores, em uma troca de dívidas.

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