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Consultoria INTL FCStone prevê que produção de etanol de milho deve subir 48%

A oferta de etanol de milho deve seguir em forte alta na safra 2020/2021 na comparação com a expectativa do ciclo 2019/2020. Em relatório divulgado na quinta-feira, 31, a consultoria INTL FCStone prevê um avanço na produção em 48,2%, para 1,8 bilhão de litros, ante 1,2 bilhão de litros na atual safra. “O aumento é baseado na ampliação da capacidade produtiva, tanto por meio da inauguração de novas destilarias, em 2019 e em 2020, quanto pela expansão do potencial atual”, afirma a empresa no documento.

A moagem de cana-de-açúcar deve ser de 585,7 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul, leve alta de 0,4% sobre o total de 583,3 milhões de toneladas estimado para 2019/2020. Segundo o relatório do analista de mercado Matheus Costa, a perspectiva é de uma pequena melhora na produtividade, com o aumento na área de renovação de canaviais e de um impacto negativo do tempo mais seco nas lavouras.

Com isso, o rendimento medido em Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada deve ficar em 136,3 quilos na próxima safra, alta de apenas 0,1% sobre os 136,1 quilos de rendimento na atual. A consultoria avalia que a safra no Centro-Sul brasileiro continuará alcooleira. No entanto, o mix de destino de cana para a produção do biocombustível, de 62,6%, deve ser menor que o previsto para o término da atual, de 65,4%.

“Se confirmada a previsão, a produção de etanol de cana deve ser de 29,4 bilhões de litros na região, queda de 3,8% sobre o total previsto para 2019/2020, de 30,6 bilhões de litros”, diz. A produção de hidratado de cana pode recuar 4,7%, para 20,4 bilhões de litros e o volume de anidro de cana deve cair 1,9%, para 9 bilhões de litros entre as duas safras no Centro-Sul.

A consultoria previu que o mix de destino da cana para a produção do adoçante de saída de 34,6% para 37,4% na mesma base de comparação. Com mais cana destinada ao açúcar entre as safras, a produção no Centro-Sul deve ficar em 28,5 milhões de toneladas em 2020/2021, alta de 8,8%, sobre as 26,2 milhões de toneladas de 2019/2020. (Canal Rural)

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