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Colombiano Alex Saab, operador do narcotraficante Maduro, é preso acusado pelos Estados Unidos de lavagem de dinheiro da Venezuela

O empresário colombiano Alex Saab, acusado pela oposição venezuelana de ser uma “figura de proa” do ditador genocida e narcotraficante Nicolás Maduro, foi preso na sexta-feira (12) em Cabo Verde, África, informou sua advogada neste sábado em Miami.

Cabo Verde não possui um tratado de extradição com os Estados Unidos e a advogada que confirmou sua prisão, María Domínguez, não ofereceu mais detalhes sobre o caso. Junto com outros colombianos, Saab foi acusado em julho de 2019 nos Estados Unidos de lavar dinheiro sob um esquema de subornos, transferindo cerca de US$ 350 milhões para fora da Venezuela, para contas no exterior que possuíam ou controlavam.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sustenta que Alex Saab se aproveita desde 2016 de contratos supervalorizados vinculados ao plano de ajuda alimentícia dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP) venezuelanos. Essa afirmação faz parte de uma conspiração que inclui os três enteados do narcotraficante Maduro, assim como 13 empresas em vários países e operações ilegais no setor do ouro na Venezuela.

Uma autoridade dos Estados Unidos explicou que devido à escassez de divisas no início de 2018, Maduro deu à Saab o monopólio da venda de ouro extraído ilegalmente das selvas do Arco Minero do Orinoco, vastas áreas de mineração do sul da Venezuela.

O Tesouro americano disse que Saab trabalhou com o ex-vice-presidente venezuelano e atual ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, para montar essa estrutura, que teve apoio do Bandes e do Banco Central da Venezuela. Desde novembro passado, Saab e sua mulher italiana, Camilla Fabri, estão sendo investigados na Itália por pertencer a uma rede de lavagem de dinheiro dos subsídios para a Venezuela relacionados ao programa CLAP, que tem cerca de 16 milhões de beneficiários.

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