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Colar de ouro, rolex e R$ 100 mil na residência da ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, que está presa

Presa na sexta-feira na Operação Joias da Coroa, a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago ostentava um padrão de vida que surpreendeu os investigadores. Em seu apartamento, a Polícia Federal  encontrou uma centena de jóias, incluindo um colar de ouro, um estojo com três relógios Rolex, obras de arte, além de reais, dólares e euros em espécie que somavam o equivalente a quase R$ 100 mil.

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago foi presa em desdobramento da Operação Faroeste porque  ligou para funcionários do Tribunal de Justiça da Bahia para saber se um celular apreendido pela Polícia Federal teve o conteúdo apagado.

Suspeita de participar de esquema de venda de sentenças para grileiros do oeste baiano, Maria do Socorro foi afastada na semana passada, na primeira fase da operação. A ligação para os funcionários ocorreu depois, quando ela estava proibida de qualquer comunicação com eles e de utilizar qualquer serviço do tribunal.

Para a Polícia Federal, o contato era uma aparente tentativa de destruir provas.
Para fazer a ligação telefônica, ela usou um celular de seu genro, Márcio Duarte Miranda, advogado investigado no mesmo esquema. O telefone dele estava interceptado. Relator da investigação no Superior Tribunal de Justiça, o ministro Og Fernandes mandou realizar novas buscas, para a Polícia Federal apreender outros celulares que ela tenha utilizado.

Na busca e apreensão realizada na casa de Maria do Socorro Barreto Santiago a Polícia Federal encontrou um bilhete para o governador da Bahia, Rui Costa (PT). Segundo a PGR, na anotação, ela pedia um favor para uma empresa de táxi aéreo suspeita de ligação com a Embaixada da Guiné Bissau e Adailton Maturino, apontado como articulador do esquema de grilagem de terras no oeste baiano que comprava decisões judiciais no TJ-BA.

Foi encontrada outra anotação sobre um processo em andamento na Justiça Federal em Brasília de interesse da mesma empresa, com os dizeres “Julgar favorável”.

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