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Clubes de futebol acionam governo para suspender pagamento de dívidas

O temor do impacto financeiro do novo coronavírus no futebol brasileiro levou os clubes a se mobilizarem para propor ao Ministério da Economia a suspensão temporária dos pagamentos do Profut, programa de refinanciamento de dívidas fiscais do futebol. A mensagem chegou ao governo na última quarta-feira pelo pedido oficial do órgão público que fiscaliza o projeto, a Autoridade Pública de Governança do Futebol (Apfut).

Após solicitação dos clubes, a Apfut enviou ao Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, a proposta de suspensão das parcelas. Nesta quinta-feira, o órgão repassou aos presidentes dos clubes um e-mail com o aviso de que após entrar em contato com o governo, aguarda agora uma resposta. O objetivo do pedido é evitar uma crise financeira ainda maior nesse período em que há menos entrada de recursos nos cofres das equipes pelas competições estarem interrompidas para se evitar o aumento de casos da pandemia.

Nesta quinta-feira, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que, para reforçar o pedido, a própria entidade que comanda o futebol brasileiro também tem atuado nesse tema. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, encaminhou ofício sobre o assunto ao Ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e ao Secretário Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor, Ronaldo Lima. Os clubes de futebol no Brasil são viciados em produzir dívidas que são incapazes de pagar. São completamente irresponsáveis em suas gestões financeiras. Metade desses clubes, no mínimo, já deveriam ter fechado suas portas, devido às dívidas. Se fossem empresas comuns, já teriam decretadas suas falências.

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