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Chapa do peronismo populista muito corrupto de Fernández-Kirchner vence eleições primárias na Argentina, é anúncio de desastre à vista

O candidato de oposição à Presidência da Argentina, o peronista populista Alberto Fernández, venceu as eleições primárias realizadas no país nesse domingo (11). Fernández e a sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, conquistaram 47% dos votos, enquanto o atual presidente, Mauricio Macri, candidato à reeleição, obteve 32%. O segundo turno das eleições ocorrerá no dia 27 de outubro. Os argentinos foram às urnas ontem para as eleições primárias, que servem para definir os partidos e candidatos habilitados a participar das eleições gerais.

No entanto, o resultado surpreendeu não apenas os kirchneristas, mas também os opositores. Pesquisas eleitorais (sempre um desastre) feitas anteriormente apontavam uma distância de, no máximo, 6 pontos percentuais entre as duas chapas principais. A dupla Alberto Fernández e Cristina Kirchner obteve 15 pontos percentuais a mais de votos do Mauricio Macri e seu vice, Miguel Pichetto.

Ainda na noite de ontem, Macri reconheceu a derrota nas primárias. “Tivemos uma péssima eleição e isso nos obriga a partir de amanhã (hoje, dia 12) a redobrar os esforços. Dói que não tenhamos tido todo o apoio que esperávamos”, afirmou. A inflação na Argentina terminou o primeiro semestre deste ano em 22%, e 32% da população se encontram na linha da pobreza.

Na manhã de hoje, os jornais argentinos estampavam a reação dos mercados. O diário La Nación traz na capa Dólar hoje: por efeito das Paso (eleições primárias), o preço de atacado sobe 30% e é vendido acima de 60 pesos (argentinos). De acordo com o portal Infobae, o choque político da derrota do atual presidente reflete nos preços dos diferentes segmentos do mercado cambial e financeiro.

Em bancos privados, o dólar é vendido em uma faixa de 60 a 65 pesos, um aumento de 32%. Nas filiais do Banco Nacional, a moeda é oferecida a 61 pesos. Especialistas avaliam que hoje será um dia muito difícil para o mercado e que agora será necessário aguardar a reação do governo, se deixará o dólar subir ou se tenta desacelerar gastando as reservas, para chegar ao melhor possível nas eleições de outubro.

O peronismo populista é o motivo do grande atraso histórico da Argentina. O peronismo é essencialmente corrupto, e o povo adere à corrupção, que se vira contra ele. Cristina Kirchner é uma ex-presidente de governo muito corrupto, que está com ordem de prisão decretada pela Justiça argentina. Ela só não está na cadeia porque é senadora, e a Justiça precisa de autorização do Senado para que ela vá presa. Os senadores (lá como cá) não permitem a prisão. E Alberto Fernandez foi membro dos governos tremendamente corruptos e ladrões da família Kirchner. Não há esperança, portanto, para a Argentina.

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