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Camargo Corrêa pagou R$ 40 milhões a Márcio Thomaz Bastos e demais escritórios na Operação Castelo de Areia

A Polícia Federal apreendeu planilhas, contratos e recibos com mais de R$ 11 milhões pagos pela empreiteira corrupta confessa e muito propineira Camargo Corrêa ao advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça de governo petista, e a uma dezena de escritórios de advocacia no âmbito das investigações da Operação Castelo de Areia. O valor, porém, é quase quatro vezes maior.

Em sua delação, o trotskista corrupto confesso Antonio Palocci disse que a Camargo Corrêa pagou um total de R$ 40 milhões. Nesse valor estariam os “5 milhões” que o ex-ministro petista afirma terem sido usados para a compra de uma liminar que travou a operação. A cifra coincide com dois repasses feitos pela empreiteira logo após duas importantes decisões judiciais sobre o caso.

Segundo Palocci, Marcio Thomaz Bastos teria lhe dito que “pagou 5” no Exterior, o que criou certa confusão na investigação sobre qual seria a moeda utilizada: dólares ou reais. Com os novos dados, a Polícia Federral desconfia que não foram US$ 5 milhões, mas o equivalente a R$ 5 milhões na moeda americana. Marcio Thomaz Bastos também teria dito ao ex-ministro, hoje delator, o trotskista Antonio Palocci, que a Camargo Corrêa pagou mais R$ 50 milhões para a campanha de Dilma Rousseff em 2010.

 

A Polícia Federal pediu à Justiça que determine à empreiteira a entrega de todos os contratos e comprovantes de pagamentos de todas as bancas que trabalharam no caso. Até o momento, o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, ainda não decidiu sobre o caso.

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