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Caixa Econômica Federal ameaça executar dívida e a empreiteira baiana muito corrupta Odebrecht caminha para a saída da recuperação judicial, ou seja, a concordata

A Caixa Econômica Federal está ameaçando executar as dívidas da Odebrecht, o que pode gerar um efeito em cascata e levar a holding do grupo a pedir recuperação judicial. Os próximos dias serão cruciais para a empreiteira baiana muito corrupta, campeã mundial da bandidagem. Entre operações diretas e avais dados às controladas, a holding Odebrecht S.A. tem dívidas que somam mais de R$ 20 bilhões: R$ 7 bilhões com a Caixa Econômica Federal; R$ 7 bilhões com o Banco do Brasil; e R$ 6 bilhões com o BNDES. Ou seja, todos instituições públicas, para isso servem as estatais, para financiar os grandes tubarões do capitalismo brasileiro, pagadores de grossas propinas para a classe política tão corrupta quanto ela. Informações vindas dos bancos apontam números menores: R$ 2,2 bilhões na Caixa Econômica Federal; R$ 2 bilhões no FI-FGTS (que é gerido pela Caixa Econômica Federal); e R$ 4 bilhões no Banco do Brasil. Essas instituições financeiras já teriam provisionado cerca de 30% da dívida, que é a exigência legal. Os bancos privados – Bradesco, Itaú e Santander – também são credores do corrupto grupo Odebrecht, mas suas dívidas estão penduradas em uma outra empresa, chamada OSP, que é a controladora da Braskem. Por isso, esses débitos são garantidos por ações da petroquímica, o melhor ativo do grupo (claro, já as garantias dos bancos públicos são puro lixo). Com a ajuda da consultoria RK Partners e do escritório E. Munhoz Advogados, a Odebrecht vem propondo aos bancos um alongamento da dívida da holding para aguardar a venda de ativos. Os bancos públicos, no entanto, estão desconfortáveis com a situação, porque têm garantias podres como a cara dos dirigentes do regime criminoso do PT que deram esses financiamentos. Comandada pelo executivo Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal tem sido o credor mais agressivo. O banco já informou que vai executar o aval concedido pela holding para a dívida da Atvos, braço de açúcar e álcool que pediu recuperação judicial na semana passada, caso não receba em garantia ações da Braskem. Os bancos privados resistem a esse acerto, porque os papéis já foram prometidos a eles, quando injetaram R$ 2,6 bilhões a mais na Odebrecht meses atrás. Na prática, as únicas garantias reais do grupo corrupto Odebrecht hoje são as ações da Braskem. Banco do Brasil e BNDES possuem parte da sua dívida avalizada pelos papéis da petroquímica, por isso têm sido mais cautelosos e querem evitar o desmonte do grupo. No caso do BB, cerca de 40% do débito está garantido em ações da Braskem. Existe muito receio de todos os comandantes de bancos públicos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Eles não querem qualquer associação com os erros cometidos nos governos do PT nos empréstimos concedidos à Odebrecht. Se não houver acordo com a Caixa Econômica Federal, o plano do grupo Odebrecht é pedir recuperação judicial apenas da holding Odebrecht S.A., a fim de não contaminar as empresas e prejudicar a venda de ativos. A OEC, braço de construção civil, vem renegociando dívidas com credores internacionais, enquanto a OR, da área imobiliária, e o estaleiro Enseada, enfrentam uma situação financeira muito delicada.
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