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Bruno Covas, prefeito de São Paulo, aponta irregularidade em 116 creches e desvio de R$ 10 milhões

Auditoria realizada pela Prefeitura de São Paulo identificou indícios de irregularidade na prestação de contas de 116 creches da cidade, das quais quatro tiveram os contratos com a gestão Bruno Covas (PSDB) encerrados. Parte da rede conveniada de creches de São Paulo é suspeita de superfaturar contratos de aluguel dos espaços que ocupam e comprar menos merenda para os bebês do que declaravam à administração municipal.

Ao iniciar as apurações do caso, apenas conferindo a contabilidade dessas associações, a prefeitura identificou que elas também deixavam de recolher impostos, em um total próximo a R$ 10 milhões. As 112 creches que ainda não foram suspensas têm até a semana que vem para apresentar a defesa à prefeitura antes de também serem descredenciadas.

Bruno Covas afirmou que a prefeitura está “preparada para substituir” as creches que forem expulsas da rede municipal, de forma a não prejudicar as crianças nem seus pais. A cidade tem 2.960 creches que são gerenciadas pelo setor privado, em parceria com a prefeitura. É evidente que, para ocorrer desvios, é porque não existe fiscalização de parte da prefeitura, o que é criminoso, é crime de desídia.

Essas 116 suspeitas foram identificadas pela Controladoria Geral do Município, que fez auditoria nas contas das entidades. À medida em que irregularidades eram identificadas, os auditores checavam se o contador da entidade suspeita também prestava serviços para outras entidades – e confirmando irregularidades em mais locais. “Na prestação de contas, havia agendamento de pagamentos”, diz o controlador-geral, Gustavo Úngaro. “Essas contas não eram pagas e o agendamento, cancelado”, afirma. Mas a creche dizia para a prefeitura que havia pago a conta e desviado o dinheiro.

Diante das irregularidades, a prefeitura anunciou mudanças no credenciamento de creches. No lugar de um ano de experiência na área, as entidades terão de comprovar atuar no ramo há pelo menos dois anos. Também terão de estar inscritas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, ter Título de Utilidade Pública e seus titulares não podem ter antecedentes criminais.

Ou seja, vão reduzir o universo de prestador de serviços. Quem vai ficar com tudo são as entidades bandidas ligadas ao partido que é uma organização criminosa. A Prefeitura estuda a criação de um núcleo específico para a Secretaria da Educação na Controladoria-Geral do Município. Claro, depois de arrombada a porta eles querem colocar tranca, como sempre, quando se trata de administração pública no Brasil.

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