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Brookfield mira Brasil e Índia para ofertas de títulos verdes

A empresa Brookfield, com sede em Toronto, está vendendo títulos para refinanciar a dívida existente de um grupo de quatro usinas hidrelétricas localizadas em Ontário, de acordo com a S&P Global Ratings. A oferta de títulos ocorre por meio de uma colocação privada. Depois de vender três títulos de dívida de projetos verdes nos Estados Unidos e de ofertar um novo título no Canadá, a unidade de energia renovável da Brookfield Asset Management está de olho na América do Sul e na Ásia.

No Brasil, a empresa atualmente reúne avaliações de terceiros sobre seus ativos – passo necessário antes de uma possível oferta. Na Índia, onde a gestora vê potencial de “crescimento rápido”, a emissão de um outro título é uma possibilidade no longo prazo, disse Julian Deschâtelets, diretor do grupo de energia renovável da Brookfield. Com mais de US$ 50 bilhões em ativos de energia renovável em quatro continentes, a Brookfield é uma das empresas mais ativas nos mercados de dívida verde da América do Norte.

A empresa levantou US$ 1,2 bilhão ao precificar os três títulos lastreados em ativos dos Estados Unidos nos últimos dois anos. A Brookfield Renewable Partners captou US$ 900 milhões em títulos corporativos verdes no Canadá em duas outras ofertas. “Vemos potencial para mais crescimento no médio prazo para a dívida verde atrelada aos nossos investimentos reais”, disse Deschâtelets: “Trata-se de diversificar fontes de capital de dívida”. No Brasil, onde a Brookfield possui mais de US$ 3,5 bilhões em ativos de energia renovável, qualquer oferta de títulos de dívida verde seria a primeira desse tipo no País.

O potencial para um mercado vibrante de títulos verdes se expande com as restrições para a concessão de empréstimos a juros baixos pelo BNDES. “Existe um grande potencial para sermos ativos no mercado brasileiro”, disse Deschâtelets: “Para o Brasil, seria um mercado local, em moeda local”. Na Índia, a Brookfield Renewable poderia emitir dívida de projetos verdes em moeda local, se as condições do mercado permitirem, disse Deschâtelets.

Como alternativa, poderia ser uma operação denominada em dólar. “No momento, a Índia é mais difícil”, já que bancos locais e os mercados de capitais apresentam mais desafios”, disse: “Muitos emissores buscam levantar capital fora”. Na China, onde a empresa adota uma estratégia de crescimento “calculada”, a empresa pode considerar uma oferta de dívida verde em algum momento, afirmou Deschâtelets.

A Brookfield possui uma operação de telhado solar com a GLP, de Cingapura, e a joint venture emitiu um título verde offshore de US$ 15 milhões. Investidores com mandatos verdes representam apenas de 15% a 20% das contas que participam dos títulos verdes da Brookfield até agora, disse Deschâtelets. (MoneyTimes)

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