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Brasileiros fizeram manifestações de apoio a Moro, pacote anticrime, Reforma da Previdência e Jair Bolsonaro em dezenas de cidades

Manifestantes favoráveis ao governo Jair Bolsonaro saíram às ruas neste domingo, 30, em diversas cidades pelo País para demonstrar apoio ao ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro. Os atos foram marcados por críticas ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional, e também pelo apoio ao pacote anticrime e à Reforma da Previdência. T
Em brasília, o ato contou com a presença do filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), e com a manifestação do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno – é a primeira vez que alguém do alto escalão do governo participa diretamente de atos pró-governo. O ministro Sérgio Moro, apoiado pelos manifestantes, também chegou a comentar a manifestação nas redes sociais. “Eu vejo, eu ouço”, disse ele. 
Em São Paulo, os grupos responsáveis pela mobilização da manifestação em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, na Avenida Paulista, ficaram divididos quanto ao apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). Estacionado na esquina da Rua Peixoto Gomide com a Avenida Paulista, o carro de som do “Nas Ruas” foi o ponto de encontro mais “governista” do ato. Entre os oradores estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, o senador Major Olímpio (PSL) e o cantor Latino, que chegou a cantar uma de suas músicas.
“Nós apoiamos o ministro Sérgio Moro, o pacote anticrime, e o governo Bolsonaro”, disse ao Estado Tomé Abduch, porta-voz do Nas Ruas. Ele também fez críticas à divulgação de suposto diálogos comprometedores entre o ex-juiz Sérgio Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato. “O Glenn [Greenwald] deveria estar preso, assim como o hacker. Há nesses vazamentos um direcionamento ideológico claro, já que o marido dele é deputado pelo PSOL, que é um partido comunista”.
Já os dois principais grupos responsáveis pelo movimento em defesa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – MBL e Vem Pra Rua – não incluíram a defesa de Bolsonaro entre as demandas levadas para a Av. Paulista neste domingo. As duas organizações adotaram uma agenda própria. Os manifestantes carregavam muitas faixas em defesa de Moro.
O ato também foi marcado por críticas ao Supremo. O STF deveria agir como guardião da Constituição, mas age como seu algoz, foi uma das críticas. 
Um boneco inflável do ministro foi erguido ao lado do carro do “Nas Ruas”, grupo que foi fundado pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). A manifestação chegou a ocupar quatro quarteirões da Paulista.
Bolsonaristas retiraram uma bandeira da monarquia afixada por membros do movimento monarquista, durante manifestação em defesa da Lava Jato e do juiz Sergio Moro, na tarde deste domingo, 30, em Sorocaba, interior de São Paulo. Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) alegaram que o tema estava fora da pauta e pediram que a bandeira, de grande porte, fosse retirada do local do evento, no Parque Campolim. Como houve relutância, o deputado estadual Danilo Balas (PSL), ex-delegado federal e bolsonarista, ajudou a retirar o pavilhão. “Há uma briga dos movimentos e nossa bandeira foi tirada sob protesto, pois estamos lutando pela mesma causa deles”, disse Michael Souza, do Movimento Monarquista Sorocaba. 
“Eu vejo, eu ouço. Lava Jato, projeto anticrime, previdência, reforma, mudança, futuro”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, em reação aos atos em seu apoio em diversas cidades do País.
No Rio de Janeiro, o ato chegou a ocupar cerca de seis quadras da Avenida Atlântica, em Copacabana, desde um pouco antes das 10 horas. O protesto teve oito carros de som, dois guindastes com grandes bandeiras do Brasil e palavras de ordem contra o STF, o Congresso e o PT. Patrocinado pelos mesmos movimentos que estavam ao lado de Bolsonaro na campanha eleitoral – MBL, Vem pra rua e Endireita Brasil -, o manifesto nascido pra apoiar o ministro da Justiça, Sergio Moro, acusado pelo site The Intercept Brasil de abuso de poder na Operação Lava Jato, teve, no Rio de Janeiro, como uma das trilhas sonoras, o MC Reaça, que se suicidou após espancar a amante, revezando espaço com o Hino Nacional e as palavras de ordem como “O STF é uma vergonha” , “Rodrigo Maia se acha 1º ministro”, “Fora PT e a velha política”.
Em Brasília, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL-SP), participaram dos atos. O ministro afirmou que os “esquedopatas e derrotistas” erraram sobre a provisão do encontro do G-20 e que o presidente Jair Bolsonaro saiu “homenageado” do Japão, onde ocorreu o encontro da cúpula.
É a primeira vez que um membro do primeiro escalão do governo participa diretamente de atos pró-governo desde que Bolsonaro assumiu a Presidência. A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) comemorou a presença do ministro Augusto Heleno no ato. Ela classificou a adesão popular ao ato como significativa e disse que as manifestações ajudam a pressionar o Congresso. “É um bom recado do povo ao Congresso. Um sinal que a população quer a aprovação da reforma da Previdência”, disse. Os atos em Brasília terminaram por volta das 13 horas.
Em Belém do Pará, os manifestantes Pró-Moro se concentraram na avenida Nazaré, área central da capital paraense, desde as 8 horas. O protesto foi organizado pelos movimentos Direita Jovem Pará, Endireita Pará e Vem pra Rua.
A defesa do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e críticas ao Congresso Nacional predominaram neste domingo, 30, na manifestação a favor do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul da capital mineira. Aparentemente, o número de participantes no ato foi inferior ao do anterior, realizado em 26 de maio. 
A advogada Kátia Borba disse ter ido à praça para defender a Operação Lava-Jato, o pacote anti-crime e, sobretudo, o juiz Moro. “O ministro é patrimônio nacional. O Bolsonaro já falou. O que fez pelo Brasil não tem preço”. 
Mais uma vez, a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado de Goiás, no Setor Pedro Ludovico, foi o ponto de encontro de manifestantes em Goiânia, que neste domingo, 30, foram às ruas em defesa ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e de outras pautas, como a Reforma da Previdência, Pacote Anticrime e Operação Lava Jato. Segundo os organizadores, o ato teve presença de representantes de mais de 10 grupos, entre eles o Vem Pra Rua, Movimento Brasil Conservador e Brasil 200. 
Paramentada com as tradicionais camisas verde e amarelas, incluindo a da Seleção Brasileira, uma aglomeração se concentrou no local, acompanhada por dois trios elétricos. Os manifestantes portavam bandeiras do Brasil e imagens do presidente Jair Bolsonaro (PSL), além de cartazes com as inscrições “Fora STF”, “Não mexam com a Lava Jato” e “Moro Nosso Herói”. Um caixão de papel trazia a frase “Cortando as cabeças da corrupção”.
No Recife, o ato em defesa do ministro Sérgio Moro e da operação Lava Jato foi realizado na Avenida Boa Viagem, no bairro de mesmo nome, na Zona Sul do Recife. A mobilização reuniu homens, mulheres e até um boneco gigante do ministro da Justiça. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e cartazes, cantaram o Hino Nacional e gritavam palavras de ordem em defesa da Lava Jato e da aprovação da reforma da Previdência e de outras pautas defendidas pelo governo Bolsonaro (PSL). Dois trios elétricos acompanharam as atividades durante o percurso, de aproximadamente 1,5 km. 
Mesmo sob uma chuva intensa e temperatura de 16 graus, centenas de manifestantes ocuparam a Avenida Goethe, em frente ao Parcão, em Porto Alegre.
O ministro da Justiça, Sérgio Moro, recebeu o apoio de manifestantes em Curitiba, que ocuparam três quadras da Boca Maldita, área central da capital. A Polícia Militar não deu estimativa do público, que gritou palavras de ordem em defesa do ministro. O deputado estadual Fernando Francischini (Solidariedade) disse em seu discurso que “enquanto Moro for ministro, ele terá o apoio de todos paranaenses”. Também sobraram críticas ao advogado e jornalista americano Gleen Greenwald, editor do site The Intercept, que tem revelado conversas de Moro com procuradores da Lava Jato enquanto era o juiz da operação. “Deveria ser jogado no mar “, disse o deputado estadual Tenente Everton (PSL). Para Everton Vinícius, de 31 anos, o ministro precisava desse apoio. “Além disso, vim porque precisamos apoiar as reformas e ajudar o presidente a governar”, defendeu.
Em Boston, nos Estados Unidos, um grupo de 20 pessoas realizou um ato a favor do ex-juiz Sérgio Moro. Um dos adeptos se vestiu de ‘super-homem’, e usou a máscara do ministro. A frase ‘In Moro We Trust’ também estampou os cartazes.
Mais uma vez, a sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado de Goiás, no Setor Pedro Ludovico, foi o ponto de encontro de manifestantes em Goiânia, que neste domingo, 30, foram às ruas em defesa ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e de outras pautas, como a Reforma da Previdência, Pacote Anticrime e Operação Lava Jato, além do governo Jair Bolsonaro. Segundo os organizadores, o ato teve a presença de representantes de mais de 10 grupos, entre eles o Vem Pra Rua, Movimento Brasil Conservador e Brasil 200. Paramentada com as tradicionais camisas verde e amarelas, a massa se aglomerou no local, acompanhada por dois trios elétrico. Os manifestantes portavam bandeiras do Brasil e imagens do presidente Jair Bolsonaro (PSL), além de cartazes com as inscrições “Fora STF”, “Não mexam com a Lava Jato” e “Moro Nosso Herói”. Um caixão de papel trazia a frase “Cortando as cabeças da corrupção”. Dentre as que foram para a sede da Polícia Federal estava a aposentada Marlene Gomes, de 66 anos. “Esses sites que estão divulgando essas conversas estão atuando de forma criminosa, na minha opinião. E estão usando deste artifício para invalidar a Lava Jato. Tanto que teve até notícias que tiveram que corrigir, como foi o caso da procuradora Monique Cheker. Daí já se vê que não se tem tanta credibilidade. E acredito muito no Moro, pois ele teve muita coragem no combate à corrupção”, argumentou.

No Recife, o ato em defesa do ministro Sérgio Moro e da operação Lava Jato foi realizado na Avenida Boa Viagem, no bairro de mesmo nome, na Zona Sul do Recife. A mobilização reuniu homens, mulheres e até um boneco gigante do ministro da Justiça. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes carregavam bandeiras do Brasil e cartazes, cantaram o Hino Nacional e gritavam palavras de ordem em defesa da Lava Jato e da aprovação da reforma da Previdência e de outras pautas defendidas pelo governo Bolsonaro (PSL). Dois trios elétricos acompanharam as atividades durante o percurso, de aproximadamente 1,5 km. Para a dentista Sabrina Soares, de 55, demonstrar apoio ao ministro Sérgio Moro e à Lava Jato é uma “obrigação de qualquer cidadão de bem”. “Estão tentando desestabilizar uma pessoa que deu sangue e suor por nosso Brasil. O ministro Sérgio Moro é um herói. Não podemos deixar que esses corruptores consigam diminuir sua imagem e seu trabalho. O Brasil é um antes da Lava Jato e outro após”, destacou Sabrina, que foi à manifestação acompanhada do marido, Eliel Soares, e das duas filhas, Liana e Cíntia, de 23 e 17 anos.
Uma das coordenadoras do Movimento Vem Pra Rua, que comandou os atos em Pernambuco, Maria Dulce Sampaio, fez questão de destacar o caráter “suprapartidário” da manifestação. “Estamos mais uma vez nas ruas pelo Brasil e pelos brasileiros. Exigimos a aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime. E , claro, prestar nosso apoio irrestrito à Operação Lava Jata e ao ministro Sérgio Moro. Precisamos é de mais homens como ele para continuar desmontando esquemas de corrupção e punindo os culpados”, pontuou. Acompanhada de três amigas, a artista plástica Mércia Dantas, de 56 anos, também esteve na manifestação. “Nunca perdi nenhum dos atos em apoio à Lava Jato. Faço questão de vir porque acredito que cada um tem que lutar pelo que acredita e defende. E eu defendo a honestidade e o meu país”. Apesar de muitas figuras políticas terem divulgado o ato em suas redes sociais, a reportagem não encontrou nenhuma liderança na atividade. Nem a organização do evento e nem a Polícia Militar divulgaram estimativa de público.

Mesmo sob uma chuva intensa e temperatura de 16 graus, centenas de manifestantes ocuparam a Avenida Goethe, em frente ao Parcão, em Porto Alegre. Os protestos organizados em defesa da Lava Jato e ao ministro Sergio Moro começaram por volta das 15h deste domingo, 30. Os atos ocorrem também em outras capitais brasileiras e cidades do interior. Leandra Picolli, de 35 anos, trabalha como designer na capital gaúcha. Na avaliação dela, a Lava Jato tem sido um sucesso. “Nunca no Brasil houve tantos corruptos presos. Acho que as pessoas têm de ver isso e não se deixar cair nesse tipo de sensacionalismo, como no caso do Intercept que está querendo deixar o povo mais confuso, atrapalhado, principalmente as pessoas mais humildes que se deixam levar por qualquer informação’’, disse, usando uma máscara com o rosto do ministro Sergio Moro. 
O deputado federal Marcel Van Hattem ressaltou que “a credibilidade do Intercept foi prejudicada severamente pelas últimas publicações. Principalmente as que revelaram edições grotescas do material que supostamente teria sido entregue por uma fonte, mas foi óbvio que foi obra de hacker ou forjado. Quem esta perdendo com a credibilidade é o próprio Intercept”, disse o parlamentar gaúcho em manifesto realizado na tarde deste domingo, 30, no Parcão, em Porto Alegre: “O teor das mensagens trocadas até agora pelo ministro Mouro e procuradores são mensagens que tem sido claramente editadas pelo jornalista, que é claramente militante de esquerda e contra a Lava Jato. O teor até aqui apresentado não demonstra a imparcialidade do juiz. A Lava Jato tem sido um sucesso e não tem perseguição em partido político. A Lava Jato atingiu vários partidos políticos”.
O empresário Rogério Chequer, fundador do Vem Pra Rua, um dos movimentos mais ativos nos protestos de rua do período que precedeu a queda da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), esteve em Novo Hamburgo, na região do Vale dos Sinos, acompanhando os protestos. “O povo está se reunindo para defender as mudanças do Brasil. Estamos pedindo para o Congresso apoiar a nova Previdência, o pacote anticrime e defender a Lava Jato, que é uma operação que está transformando o Brasil e é através dela que estamos nos livrando da corrupção e colocando quem nunca imaginamos estar na cadeia”, comentou em um vídeo nas redes sociais. A concentração dos manifestantes ocorreu na tarde deste domingo, 30, na praça Punta del Leste, no centro de Novo Hamburgo.

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