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Brasil vota na ONU pela primeira vez contra o fim do embargo econômico à ditadura comunista de Cuba

O Brasil votou hoje (7), pela primeira vez, a favor do embargo econômico, comercial e financeiro a Cuba. A votação, que ocorreu por meio de painel eletrônico durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi sobre projeto de resolução apresentado por Cuba condenando o embargo imposto pelos Estados Unidos desde 1962.

Em sua live semanal no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a posição brasileira. “Pela primeira vez o Brasil acompanhou os Estados Unidos na questão do embargo para Cuba. Então, nós somos favoráveis ao embargo para Cuba, afinal de contas, aquilo é uma democracia? Não é, é uma ditadura, então tem de ser tratada como tal”, disse ele. No Twitter, o chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, também comentou o voto brasileiro contrário ao projeto cubano: “Os países em desenvolvimento votam sempre a favor de Cuba. Desta vez o Brasil votou a favor da verdade”.

Além do Brasil, Estados Unidos e Israel votaram contra o fim do embargo. Desde 1992, a Assembleia Geral da ONU vem sempre aprovando, por ampla maioria, uma resolução que pede o fim do embargo, que foi transformado em lei pelo Congresso americano em 1992. Em 2018, o texto foi aprovado por 189 votos a favor, com votos contrários apenas dos Estados Unidos e Israel, sem nenhuma abstenção.

O ministro Ernesto Araujo acrescentou: “Nada nos solidariza com Cuba. O regime cubano, desde sua famigerada revolução 60 anos atrás, destruiu a liberdade de seu próprio povo, executou milhares de pessoas, criou um sistema econômico de miséria e, não satisfeito, tentou exportar essa ‘revolução’ para toda a América Latina”. Em outra postagem, o ministro afirma: “Chega de bajular Cuba. A influência que Cuba possui entre os países em desenvolvimento no sistema ONU é uma vergonha e precisa ser rompida. Seu papel de ‘sementeira’ de ditaduras precisa acabar”.

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