BRASIL PRETENDE DOAR US$ 6,5 MILHÕES A REFUGIADOS PALESTINOS

O governo brasileiro pretende doar US$ 6,5 milhões para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina. Com a contribuição, o Brasil poderá qualificar-se como integrante do Conselho Consultivo do órgão, que hoje conta 25 membros. A informação foi dada na sexta-feira pelo comissário-geral da agência, Filippo Grandi. Ele explicou que para pleitear uma cadeira no conselho é necessário que o candidato faça doações de US$ 15 milhões. O Brasil doou U$ 1 milhão em 2010, e US$ 7,5 milhões no ano passado. Ele disse estar confiante na futura participação do Brasil como membro do conselho. “Não é apenas o dinheiro, queremos parceria. Queremos ouvir o Brasil sobre a questão dos refugiados palestinos, porque acreditamos que o Brasil tem potencial para prover fortes contribuições”, disse. O coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério das Relações Exteriores, Milton Rondó, explicou que o governo enviará pedido ao Congresso Nacional para viabilizar a doação. “O mais importante é fazer a contribuição para apoiar o trabalho da agência. Temos interesse em participar do conselho, pois nos dará um conhecimento maior sobre a situação e capacidade de influir positivamente”, disse. Caso faça a doação, o Brasil será o primeiro país latino-americano e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) a integrar o conselho. Além de dinheiro, o Brasil enviará 11.500 toneladas de arroz para os cerca de 5 milhões de refugiados palestinos no Oriente Médio. A primeira remessa com 5,6 mil toneladas será embarcada no dia 15 de novembro. O coordenador-geral Filippo Grandi foi recebido pelo vice-presidente, Michel Temer, ministros e parlamentares em Brasília. Ele esteve no Rio Grande do Sul e em São Paulo, onde participou de campanha para arrecadar fundos para as ações da agência.

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