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Brasil extradita torturador argentino condenado por homicídio e sequestro

O governo brasileiro extraditou, nesta quinta-feira (14), o torturador argentino Gonzalo Sanchez. O governo da Argentina havia apresentado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil o pedido de extradição em dezembro de 2011, tendo por base a prática de crimes como cárcere privado, prática de tortura, homicídio e sequestro. O pedido foi amparado por tratado bilateral de extradição entre Brasil e Argentina firmado em 1961.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Gonzalo Sanchez cometeu os crimes entre 1976 e 1983, período em que era oficial da Marinha e atuou no famigerado centro de torturas da Esma (Escola da Marinha Argentina), em Buenos Aires. Sanchez encontrava-se foragido no Brasil, onde morava há vários anos.

O caso teve longo julgamento no Supremo Tribunal Federal e a maioria dos ministros entendeu que, embora parte dos crimes se encontrava prescrita, de acordo com as leis brasileiras, o crime de sequestro, por ser de natureza permanente e sua consumação se prolongar pelo tempo em que a pessoa sequestrada permanece desaparecida, não foi abrangido pela ocorrência da prescrição. O Supremo é uma vergonha absoluta em suas decisões que se eternizam sem uma solução. Levou nove anos para tomar uma decisão neste caso.

Segundo o governo brasileiro, Gonzalo Sanchez foi preso na segunda-feira (11) na cidade de Paraty (RJ) e transferido para Foz do Iguaçu (PR), de onde foi entregue às autoridades competentes da Argentina na fronteira entre os dois países, em operação coordenada pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. (Ag. BR)

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