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Brasil avança em reformas, na contramão da América Latina, diz executiva da Moody’s

O Brasil está em pleno processo de avanço de reformas estruturais na área fiscal, na contramão de vários países na América Latina, o que permite uma avaliação diferenciada dos mercados financeiros sobre a evolução do País, segundo a vice-presidente e principal analista da Moody´s para o Brasil, Samar Maziad.

Para ela, contudo, sem o crescimento sustentável a partir dessas mudanças estruturais, poderão ocorrer retrocessos ou questionamentos por parte da população no País sobre a eficácia das reformas para gerar bem estar à maioria dos cidadãos.

A executiva acredita que será “positivo” para o perfil de crédito do Brasil a aprovação de medidas que visam assegurar o cumprimento do teto dos gastos federais a partir de 2021, além da reforma da Previdência.

Samar destaca ainda a projeção de um crescimento entre 2,0% e 2,5% nos próximos anos. Ela destaca em relação ao Brasil que não ocorre descontentamento social ou reveses nas políticas de reformas do governo. Foram registradas manifestações no País em 2013 com reivindicações em várias áreas, mas aquelas demandas não aconteceram recentemente. Isso gera um contraste entre o nível de apoio das políticas do Executivo no Brasil em relação ao que ocorre em outros países da região.

Samar Maziad diz que o Brasil, de um modo interessante, está em um processo de avanço. Há um impulso forte para reformas no País que vão na contramão da tendência do que ocorre em outras nações na região e também em outros mercados emergentes. A questão é por quanto tempo será sustentado esse progresso após a aprovação da reforma da Previdência Social e de outras reformas fiscais propostas pelo governo e privatizações. Há sempre riscos de retrocessos ou de questionamentos sobre os efeitos de tais reformas sobre a economia, a menos que ocorra uma recuperação econômica mais sustentável com crescimento maior.

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