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Brasil abrirá apenas um escritório de negócios em Jerusalém, diz secretário do Itamaraty, é um decepcionante recuo do governo Bolsonaro

O governo de Jair Bolsonaro, em uma decisão decepcionante, mantém a posição de abrir apenas um escritório de negócios em Jerusalém, disse hoje o secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África do Itamaraty, Kenneth Nóbrega. O embaixador afirmou que esta foi a decisão do governo de Jair Bolsonaro, que chegou a anunciar a intenção de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém — mas, pelo menos por enquanto, parece ter desistido da ideia.

“A resposta vai ser o que está no comunicado conjunto da visita do presidente a Israel. O comunicado conjunto deixa muito claro que a decisão do governo brasileiro foi de abrir um escritório voltado para negócios, ciência, tecnologia e inovações, em Jerusalém, a ser gerido pela Apex. Israel é uma potência na área de inovação. A decisão foi esta”, afirmou Nóbrega. “Em relação à decisão de abrir um escritório de negócios em Jerusalém sem status diplomático, um escritório da Apex, ela é resultante de uma discussão de governo, um governo em que há visões, interesses nem sempre absolutamente convergentes, no sentido de que há interesses do agronegócio, há os interesses ligados a uma perspectiva mais religiosa, mais histórica, da questão Israel-Palestina”, completou o secretário.

Bolsonaro fará uma viagem a alguns países do Oriente Médio no fim do mês. O presidente visitará Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita entre os dias 26 e 30.

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