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Bolsonaro determina criação de conselho para ações na Amazônia e a Força Nacional Ambiental

O presidente Jair Bolsonaro determinou nesta terça-feira (21) a criação do Conselho da Amazônia, a ser coordenado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Em publicação no Twitter, Bolsonaro explicou que será utilizada a própria estrutura da Vice-Presidência.

O objetivo do conselho será coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas para a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia. “Dentre outras medidas determinadas está também a criação de uma Força Nacional Ambiental, à semelhança da Força Nacional de Segurança Pública, voltada à proteção do meio ambiente da Amazônia”, escreveu o presidente.

Bolsonaro esteve reunido, durante toda a manhã desta terça-feira com sua equipe de ministros no Palácio da Alvorada. O vice-presidente Hamilton Mourão também participou do encontro. A criação do Conselho da Amazônia e da Força Ambiental, anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro, é um reconhecimento de que a política ambiental, tal como vem sendo conduzida até agora, está sendo altamente prejudicial ao país, inclusive do ponto vista econômico.

Há pelos menos dois meses o governo brasileiro recebeu diretamente de gestores de grandes fundos de investimentos estrangeiros que não mais aplicariam dinheiro no Brasil por causa da política ambiental para a Amazônia. As imagens das queimadas e os dados mostrando o avanço do desmatamento da região despertaram nos cotistas dos fundos rejeição a que seus recursos fossem aplicados no Brasil.

Nada disso é comprovado, na verdade, tanto que o Brasil está entre os quatro maiores países recebedores de investimentos estrangeiros. Na época, o presidente Jair Bolsonaro foi alertado para o problema. A política do governo para a Amazônia, que já vinha provocando grande desgaste à imagem do Brasil junto a entidades ambientalistas passou também a ter consequências econômicas concretas. E isso assustou o governo, segundo os terroristas ambientalistas.

O agronegócio exportador também sentiu os efeitos da equivocada política do governo para a Amazônia. Alguns contratos não chegaram a ser revistos, e os questionamentos sobre a sustentabilidade dos produtos, especialmente em relação à soja e à carne, passaram a ser muito mais rigorosos. Bolsonaro também informou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “deu sinal verde” para criação da Força Nacional Ambiental.

O presidente, contudo, não informou o custo para criação da força. Bolsonaro ainda afirmou que Mourão é a “melhor pessoa” para dar detalhes sobre a força e o conselho. A Força Nacional atua mediante o pedido feito por governadores ou, em casos pontuais, em apoio à Polícia Federal ou a outros órgãos federais. A tropa costuma ser utilizada em ações de policiamento ostensivo, de combate a crimes ambientais, bloqueios em rodovias, ações de defesa civil em caso de desastres e catástrofes e ações de polícia judiciária e perícias.

Nos últimos anos, por exemplo, a Força Nacional foi empregada para reforçar a segurança em Estados, como o Rio Grande do Sul. A Força Nacional ainda foi empregada, em apoio aos militares das Forças Armadas, em operações de garantia da lei e da ordem (GLO). O ministro Sergio Moro comentou a decisão de Jair Bolsonaro de criar a Força Nacional Ambiental para a proteção da Amazônia.

“A Força Nacional de Segurança Pública foi criada há quinze anos para atender principalmente emergências de segurança. Funciona muito bem. A decisão do presidente Jair Bolsonaro da criação de uma Força Nacional Ambiental vem em boa hora, para enfrentar os desafios na preservação da Amazônia” tuitou o ministro da Justiça. E ainda: “Poderia ser formada não só por agentes policiais da área de proteção do meio ambiente, mas também por fiscais administrativos das agências federais, estaduais e municipais do meio ambiente. Uma força especial para auxiliar os estados e para atender urgências”.

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