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Bolsonaro acata Justiça e afasta do cargo chefe da Ancine

O presidente Jair Bolsonaro afastou na sexta-feira, 30, o diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Christian de Castro Oliveira. O afastamento cumpriu uma decisão judicial da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A Justiça aceitou argumentos do Ministério Público Federal de que Castro e outras duas pessoas entraram no sistema da Ancine em 2017 e enviaram informações sigilosas a um sócio dele.

O Ministério Público Federal ainda afirma que as informações foram usadas para caluniar dois outros diretores da agência. Dados que seriam falsos, sobre acusações de desvio de recursos, foram enviados à imprensa, diz a ação. Na mesma edição extra do Diário Oficial da União, o Ministério da Cidadania afasta dos cargos públicos que ocupam e suspende do exercício das funções públicas os seguintes servidores: Magno de Aguiar Maranhão Junior, Juliano Cesar Alves Vianna, Marcos Tavolari, e Ricardo César Pecorari.

A portaria ainda determina ao diretor-presidente interino da Ancine “a adoção de todas as providências necessárias para efetivar o comando da decisão judicial, bem como que seja proibido o acesso às dependências da Ancine e que seja promovido o bloqueio nos sistemas informatizados da Agência de todos os servidores indicados”. O presidente Jair Bolsonaro designou Alex Braga Muniz para exercer o cargo de substituto eventual do diretor-presidente da Ancine, durante as ausências e impedimentos do titular. A Ancine tem sido alvo de diversas críticas do governo em razão dos conteúdos de alguns filmes financiados pela agência.

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