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”BNDES tem de cortar custos e fazer um PDV”, diz conselheiro do banco

Eleito conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Carlos Thadeu de Freitas Gomes diz que o novo presidente da instituição, Gustavo Montezano, terá que fazer amplo processo de enxugamento de custos, que passará pelo corte de pessoal. Na avaliação dele, pelo tamanho que o banco terá daqui por diante, não há necessidade de um quadro de mais de 2,5 mil funcionários, como o atual. “O BNDES terá que fazer um programa de demissão de voluntária (PDV). Apesar de o nível dos empregados ser muito bom, não se justifica tantas pessoas”, afirma. Para Freitas Gomes, que já dirigiu o BNDES durante o governo Temer, a demissão de Joaquim Levy da presidência do banco foi um processo natural de qualquer governo. Ele acredita que Levy não teve a agilidade que o Palácio do Planalto esperava nas ações do BNDES, ainda que seja um excelente profissional. A mesma pressão recairá sobre Montezano, escolhido pelo ministro Paulo Guedes para comandar o banco. “O novo presidente terá que reduzir o tamanho do BNDES. Em 2014, a instituição emprestava R$ 200 bilhões por ano, agora, as operações não passam de R$ 70 bilhões”, afirma. 
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