BrasilNegóciosTodos

Banrisul monta setor para pressionar funcionários à desistência de ações trabalhistas

A Diretoria do Banrisul comunicou ao corpo funcional, na semana passada, que criou um setor inteiro, dentro da Superintendência de Recursos Humanos, dedicado a evitar prejuízos trabalhistas. O tal grupo, que tem um escopo muito grande de atuação, poderá até propor PDVs.

A meta principal do grupo de trabalho é diminuir o gigantesco passivo trabalhista do Banrisul, cujo potencial atual é de representar a falência do Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Somente as mais de 100 ações trabalhistas coletivas, bancadas pelo Sindicato dos Bancários e ajuizadas pelo escritório do advogado trabalhista Antonio Vicente Martins, sobre as 7ª e 8ª horas trabalhadas por todos os detentores de comissionamento (função gratificada) têm potencial para alcançar até dois bilhões de reais em pagamentos de indenizações, porque têm potencial de atingir até uma década de atrasados não pagos. Uma das unidades do banco, a da Contabilidade, já conseguiu uma vitória definitiva e o processo está em fase de levantamento de custos para pagamento pelo Banrisul.

A formação do grupo, é evidente, dará início a uma fase de “negociações” funcionário a funcionário, os quais serão constrangidos gentilmente a aceitarem as condições ofertadas ou sofrerão demissão. É evidente que o banco inicial um processo de substituição de quadro funcional. As negociações também criarão ambiente interno para perseguições e delações entre colegas de trabalho.

O clima funcional piora muito no Banrisul a cada dia que passa no governo de Eduardo Leite, e o banco também perde valor no mercado bancário a cada dia desses que passa. Se o governo de Eduardo Leite insistir em ficar com o banco estatal, corre o sério risco de chegar ao fim do governo com um completo mico em suas mãos.

Compartilhe nas redes sociais:

Faça seu comentário