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Banco do Brasil e UBS negociam joint venture em banco de investimento

O Banco do Brasil e o suíço UBS estão em negociações avançadas para formar uma joint venture em um banco de investimento, que poderá ser anunciada em breve. O Banco do Brasil, segundo maior banco da maior economia da América Latina, vem considerando alternativas para reforçar seu negócio de banco de investimento há algum tempo. No ano passado, iniciou um processo formal para encontrar um parceiro e conversou com vários bancos estrangeiros. Mas as conversas foram interrompidas pelas eleições presidenciais.

Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasilo indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, reiniciou o processo formal de procura de um parceiro em março. Um acordo entre o Banco do Brasil e o UBS poderia ser assinado já no mês que vem. A estrutura do negócio em discussão combinaria o banco de investimento do Banco do Brasil, BB BI, e a estrutura do UBS no Brasil.

Segundo o modelo em discussão, o UBS seria majoritário na joint venture para evitar problemas operacionais comuns em empresas estatais. Mas a governança seria dividida de maneira equilibrada, com indicação de número semelhante de diretores pelas duas instituições na joint venture. Não se espera que haja pagamento no negócio, que está sendo desenhado para que o Banco do Brasil tenha acesso à plataforma de banco de investimento do UBS e, assim, aumentar a oferta de produtos para os clientes pessoa jurídica do banco.

Para o UBS, a vantagem seria contar com a possibilidade de empréstimos do Banco do Brasil em determinadas transações de banco de investimento, como financiamentos a aquisições. Neste caso, os créditos ficariam no balanço do Banco do Brasil e não no da joint venture.

A joint venture no Brasil é um projeto aprovado pela executiva Ros Stephenson, que acabou de assumir o cargo de co-chefe de banco de investimento global, em reestruturação global do UBS anunciada esta semana. O banco suíço tem ficado atrás de seus concorrentes americanos nos rankings de assessoria a fusões e aquisições e ofertas de ações no Brasil. Segundo dados da empresa de análises Refinitiv, o UBS está em vigésimo primeiro lugar na assessoria a fusões e aquisições e em nono lugar na emissão de ações neste ano, até o início de setembro.

O Banco do Brasil, não muito ativo em assessoria a fusões, está em décimo lugar no ranking de emissão de ações. A reestruturação global do UBS tenta cortar custos e melhorar os resultados depois que as suas ações listadas na Suíça caíram 30% nos últimos 12 meses. Não é a primeira vez que o UBS tenta aumentar sua presença no mercado brasileiro.

Em 2006, o grupo suíço comprou o controle do banco de investimentos brasileiro Pactual de seus sócios por US$ 2,5 bilhões. Três anos depois, o banqueiro André Esteves adquiriu de volta o controle do banco com seus sócios por um preço similar, e mudou seu nome para BTG Pactual, hoje o maior banco de investimento independente da América Latina.

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