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Banco Central reduz compulsório e libera R$ 16 bilhões

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (26) nova redução na alíquota do recolhimento compulsório sobre recursos a prazo, de 33% para 31%. A mudança terá impacto de R$ 16,1 bilhões. Parte do dinheiro depositado no banco pelos seus clientes é recolhida junto ao Banco Central de forma compulsória. Desde 2008, o Banco Central usou essa reserva como forma de estimular ou esfriar a economia, além de criar reservas de valor para reduzir ou aumentar a exposição dos bancos a risco de inadimplência. Em maio deste ano, como parte da Agenda BC#, a instituição apresentou uma série de medidas, entre elas, o plano estrutural de redução do compulsório ao longo do tempo. Na época, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que essa não era uma medida para estimular a economia, embora pudesse ter esse efeito, mas uma ação com objetivo de simplificação e ajuste, diante da constatação de que não há necessidade de se manter esse nível de reserva, em torno de R$ 400 bilhões. Naquele mesmo mês, o Banco Central alterou as regras do compulsório sobre recursos a prazo, com “objetivo de simplificar e racionalizar suas regras” e reduzir os custos das instituições financeiras, com impacto da ordem de R$ 8 bilhões. A nova mudança entra em vigor no dia 1º de julho, com efeitos financeiros a partir do dia 15 de julho. Segundo o Banco Central, a alteração aproxima mais a alíquota dos níveis históricos praticados nos anos anteriores à crise de 2008.
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