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Banco central dos Estados Unidos corta juros para 1,75% e injeta US$ 128 bilhões na economia

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, cortou os juros do país em 0,25 ponto porcentual, baixando para 1,75% e deixou a porta aberta para futuros cortes. É a segunda vez que faz isso desde a crise global de 2008. A primeira foi em julho, após forte pressão do presidente americano, Donald Trump. Nesta semana, o Fed também injetou US$ 128 bilhões (cerca de R$ 524 bilhões) no mercado.

O objetivo é melhorar a economia e minimizar o impacto da guerra comercial com a China. É a primeira vez que o Fed coloca recursos de maneira pesada na economia nos últimos dez anos. Sua mais recente reunião de política foi concluída nesta quarta-feira, influenciada por dados econômicos conflitantes, sob pressão constante da Casa Branca por cortes acentuados nas taxas de juros e na esteira de um salto inesperado nos custos de empréstimos overnight, em um movimento que por si só pode exigir alguma ação.

O corte de 25 pontos-base se alinha aos movimentos de bancos centrais de todo o mundo no sentido de relaxar a política monetária para compensar o impacto de uma guerra comercial EUA-China e outros riscos para a economia global. Apesar de ter vindo em linha com as expectativas, nem de longe ele atendeu ao ajuste demandado por Trump.

Uma possível mudança na política do lado do balanço do Fed ou em ferramentas do banco central para administrar as taxas de juros só surgiu como ponto de discussão entre os analistas nesta semana, quando as taxas de financiamento overnight aumentaram inesperadamente e a taxa efetiva de juros atingiu 2,25%, limite superior da meta estabelecida pelo Fed em sua reunião política monetária de julho.

O salto na taxa overnight “repo” — medida importante das condições nos mercados financeiros dos Estados Unidos — levou o Fed de Nova York a intervir em um leilão de US$ 75 bilhões para manter a taxa efetiva de juros à meta do Fed. Alguns analistas disseram que os desenvolvimentos nos mercados de financiamento de curto prazo indicaram que o Fed havia ido longe demais na redução do tamanho de seu balanço nos últimos meses e precisava começar a comprar títulos novamente para aumentar o nível de reservas disponíveis para os bancos. “Este é um dos sinais de que eles devem reverter o curso do balanço” e começar a aumentá-lo, disse Steven Ricchiuto, economista-chefe da Mizuho Securities nos Estados Unidos.

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