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Ator Flávio Migliaccio, de 85 anos, suicida-se no sítio em Rio Bonito

O ator Flávio Migliaccio morreu nesta segunda-feira aos 85 anos de idade. O ator foi encontrado morto em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Flávio ficou muito conhecido pelo seu papel de Xerife na série de TV brasileira Shazan, Xerife e Cia., e pelo papel de Tio Maneco, na série exibida pela TVE. Viveu personagens de destaque nas novelas “Rainha da Sucata”, “Perigosas Peruas”, “A Próxima Vítima”, “Vila Madalena”, “Senhora do Destino” e “Passione”, entre muitas outras.

O último personagem dele na TV foi em “Órfãos da Terra”, da Redel Globo. Deu show na pelo do árabe Mamede, ao lado do colega Osmar Prado. Mamede tinha Alzheimer e encerrou sua jornada na novela de forma muito emocionante. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o caso, que está sendo tratado como “suicídio”. O ator deixou uma carta de despedida para família. Ele foi encontrado morto pelo caseiro, dentro de casa, que fica na Serra do Sâmbe, em Rio Bonito. Diz o texto deixado por Flávio Migliaccio: “”Me desculpem, mas não deu mais. A velhice neste país é o caos como tudo aqui. A humanidade não deu certo. Eu tive a impressão que foram 85 anos jogados fora num país como este. E com esse tipo de gente que acabei encontrando. Cuidem das crianças de hoje! Flávio”.

Flávio Migliacci teve um papel fundamental na história do teatro brasileiro. Em 1954, depois de fazer o curso de teatro do diretor italiano Ruggero Jacobbi, Flávio começou sua carreira de ator profissional no Teatro de Arena. O seu primeiro papel foi o de um cadáver, na peça “Julgue Você”. Aos 25 anos, estreou no cinema em “O Grande Momento”, de Roberto Santos.

Atuou também em clássicos do cinema brasileiro como “Cinco Vezes Favela”, “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, “Terra em Transe” e “Todas as Mulheres do Mundo”. Esteve no elenco de peças fundamentais da dramaturgia brasileira, como “A Revolução na América do Sul”, de Augusto Boal; “Eles não usam black-tie”, de Gianfrancesco Guarnieri; “Chapetuba Futebol Clube”, de Oduvaldo Vianna Filho”.

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